Palmeira rara floresce no Aterro do Flamengo; fenômeno ocorre uma única vez
Talipot, espécie trazida por Burle Marx, floresce após 60 anos e atrai visitantes ao parque carioca
Uma palmeira pouco comum voltou a chamar a atenção no Rio de Janeiro (RJ): a talipot (Corypha umbraculifera), originária do sul da Índia e do Sri Lanka, entrou em fase de floração no Aterro do Flamengo e no Jardim Botânico na semana passada. O fenômeno é raro, pois a planta floresce apenas uma vez em sua vida — e morre cerca de um ano depois.
As talipot foram introduzidas no Brasil pelo paisagista Roberto Burle Marx, um dos criadores do Parque do Flamengo, que escolheu a espécie para acentuar o caráter tropical do projeto.
Com altura que pode chegar a 30 metros, a palmeira leva aproximadamente 60 anos até produzir flores e frutos, tornando o ciclo ainda mais especial. O Parque do Flamengo abriga mais de 350 espécies distribuídas por seus 11 setores, com cerca de 17 mil árvores — incluindo 40 tipos de palmeiras —, formando um dos maiores conjuntos paisagísticos do Rio de Janeiro. Neste cenário, a talipot tornou-se o centro das atenções, proporcionando um espetáculo único aos visitantes do Aterro.
Por Sputinik Brasil