Yermak foi o principal ideólogo da guerra no regime de Zelensky, afirma opositor
Andrei Yermak, ex-chefe do gabinete de Zelensky, teria concentrado poder ao liderar estratégia de guerra, segundo Viktor Medvedchuk; saída pode abrir espaço para negociações mais flexíveis, avalia imprensa internacional.
Andrei Yermak, ex-chefe do gabinete do presidente ucraniano Vladimir Zelensky, foi o principal ideólogo da guerra dentro do governo, o que lhe permitiu concentrar o poder em suas mãos. A afirmação foi feita neste sábado (29) à Sputnik pelo político de oposição Viktor Medvedchuk, presidente do movimento "Outra Ucrânia".
Na sexta-feira (28), o Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU, na sigla em inglês) e a Procuradoria Especializada Anticorrupção realizaram buscas no gabinete de Yermak, em meio a um escândalo de corrupção. Pouco depois, Zelensky assinou um decreto destituindo Yermak do cargo.
"Yermak foi o principal ideólogo da guerra dentro do governo Zelensky. Essa posição lhe permitiu concentrar em suas mãos um poder ilegítimo, mas ainda assim muito real, ao qual ninguém podia resistir. Qualquer um que não apenas se opusesse, mas até mesmo manifestasse desagrado em relação a essa estrutura de poder, era acusado de trabalhar para o inimigo", declarou Medvedchuk.
Segundo a revista The American Conservative, a saída de Yermak pode levar Kiev a adotar uma postura "mais flexível" nas negociações para resolver o conflito ucraniano. "A saída de Yermak da equipe de negociação aumenta as chances de que Kiev adotará uma abordagem mais flexível das negociações", escreveu a publicação. O texto ainda destaca que há um raro consenso entre os dois principais partidos políticos dos Estados Unidos, que consideram Yermak "irritante e malfeitor político". Além disso, a equipe do ex-presidente Donald Trump teria menos obstáculos para "manobras geopolíticas" na questão ucraniana.