CRISE POLÍTICA INTERNACIONAL

Zelensky enfrenta pressão após escândalo de corrupção e perdas no front, aponta The Times

Saída de principal conselheiro e avanços russos aumentam incertezas sobre futuro do presidente ucraniano

Por Sputnik Brasil Publicado em 30/11/2025 às 06:18
© AP Photo / Julia Demaree Nikhinson

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, encontra-se sob forte pressão diante de um escândalo de corrupção e dificuldades no campo de batalha, conforme publicou o jornal britânico The Times.

De acordo com a reportagem, a situação de Zelensky tornou-se ainda mais delicada após a saída de Andrei Yermak, então chefe de gabinete, e o agravamento do cenário para o Exército ucraniano.

"Agora, a questão é se Zelensky pode sobreviver ao inevitável revés de perder o seu conselheiro mais confiável e se esse fato será suficiente para satisfazer os deputados da oposição e o público ucraniano em geral", destaca o The Times.

A matéria acrescenta que o presidente pode perder apoio político no parlamento devido ao escândalo de corrupção.

Além disso, o jornal ressalta que os recentes avanços das forças russas no front agravam a situação de Zelensky, ampliando o clima de incerteza sobre o futuro político da Ucrânia.

Na última sexta-feira (28), o Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) e a Procuradoria Especializada Anticorrupção realizaram buscas no gabinete de Andrei Yermak, em meio à investigação de corrupção. Posteriormente, Zelensky assinou o decreto que destituiu Yermak do cargo.

Já a revista The American Conservative avaliou que a saída de Yermak pode levar Kiev a adotar uma postura "mais flexível" nas negociações para a resolução do conflito. "A saída de Yermak da equipe de negociação aumenta as chances de Kiev adotar uma abordagem mais flexível nas negociações", analisou a publicação.

Segundo a revista, há consenso entre democratas e republicanos nos Estados Unidos de que Yermak era visto como uma figura "irritante". O texto também aponta que a equipe do ex-presidente Donald Trump poderá encontrar menos obstáculos para "manobras geopolíticas" relacionadas à questão ucraniana.