RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Presidente da Colômbia critica Trump por restrições à Venezuela e pede multa a aéreas

Gustavo Petro condena fechamento do espaço aéreo venezuelano pelos EUA, defende soberania e cobra sanções a companhias aéreas que acatarem medida

Publicado em 30/11/2025 às 15:59
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro Arquivo

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, criticou a decisão dos Estados Unidos de fechar o espaço aéreo da Venezuela, classificando a medida como "totalmente ilegal". Em uma série de publicações na rede X, Petro pediu que companhias aéreas que cumprirem a determinação sejam multadas.

"Digo ao mundo que um presidente estrangeiro não pode fechar o espaço aéreo nacional, ou o conceito de soberania nacional e o conceito de direito internacional deixarão de existir", afirmou Petro. Ele destacou que se pronuncia em nome da Colômbia e também como presidente da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

Petro ressaltou que não há autorização do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) nem do Senado dos Estados Unidos para qualquer medida militar ou restrição que afete o espaço aéreo venezuelano. "A ordem internacional deve ser preservada, e a América Latina e o Caribe devem afirmar isso sem medo", enfatizou.

O presidente colombiano também declarou que "nenhuma companhia aérea deve aceitar ordens ilegais sobre o espaço aéreo de qualquer país". Diante disso, solicitou que a União Europeia determine a normalização dos voos para a Venezuela ou aplique multas às empresas que descumprirem o acordo firmado entre europeus, latino-americanos e caribenhos.

Petro acrescentou que empresas colombianas que se recusarem a prestar os serviços contratados e não seguirem as instruções da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) ou do governo colombiano também devem ser sancionadas. O presidente criticou ainda a atuação da OACI, alegando que a entidade estaria "falhando" ao permitir o fechamento. "A humanidade deve ter a liberdade de voar e os céus devem estar abertos em todo o mundo", concluiu.