UE considera semana decisiva para negociações de paz entre EUA e Ucrânia
Após encontros difíceis, mas produtivos, União Europeia acompanha de perto as tratativas e se reúne com ministros ucranianos em Bruxelas
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, declarou que esta pode ser uma semana decisiva para as negociações de paz envolvendo Estados Unidos e Ucrânia, após encontros considerados difíceis, mas produtivos. A expectativa é grande para os próximos desdobramentos, com a UE reunindo-se hoje com ministros ucranianos em Bruxelas.
Segundo Kallas, os próximos dias serão fundamentais para o avanço das conversas. "Esta pode ser uma semana crucial para a diplomacia. Ouvimos ontem que as conversas nos Estados Unidos foram difíceis, mas produtivas", afirmou ao chegar ao Conselho de Assuntos Externos, em Bruxelas.
A dirigente ressaltou que a União Europeia ainda aguarda o resultado concreto das negociações realizadas entre EUA e Ucrânia na Flórida. Ela acrescentou que, nesta segunda-feira (1º), se encontrará com o ministro da Defesa da Ucrânia, Denis Shmygal, e com o ministro das Relações Exteriores, Andrei Sibiga.
No domingo (30), delegações dos Estados Unidos e da Ucrânia estiveram reunidas na Flórida. O grupo norte-americano foi liderado pelo secretário de Estado Marco Rubio, enquanto a delegação ucraniana foi chefiada por Rustem Umerov, secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional (CSDN) da Ucrânia.
Desde meados de novembro, os Estados Unidos vêm articulando uma nova proposta de paz para a Ucrânia, enviando negociadores a Genebra para conversas. Segundo veículos de imprensa, o plano original, que contava com 28 pontos, foi revisado para 19, excluindo sugestões como a redução das Forças Armadas ucranianas, a diminuição da ajuda militar americana, a proibição de presença militar estrangeira no país e o reconhecimento da Crimeia e de Donbass como territórios russos.
Em 21 de novembro, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que o novo plano de paz proposto por Donald Trump poderia servir de base para um possível acordo final na Ucrânia.
Por Sputnik Brasil