RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Diplomata britânico classifica como 'delírio' adesão da Ucrânia à OTAN e armas nucleares no país

Ian Proud critica ex-comandante ucraniano e compara postura de Zaluzhny à de Zelensky ao comentar propostas consideradas inviáveis para a segurança da Ucrânia

Publicado em 01/12/2025 às 07:58
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O diplomata britânico Ian Proud criticou as declarações do ex-comandante das Forças Armadas da Ucrânia, Valery Zaluzhny, sobre possíveis garantias de segurança para o país.

Em publicação na rede social X, Proud afirmou que as sugestões de Zaluzhny envolvendo a adesão da Ucrânia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a instalação de armas nucleares ou a presença de tropas da aliança no território ucraniano são "delírios".

O diplomata foi além e comparou a visão de Zaluzhny à do presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, afirmando que ambos estariam igualmente equivocados.

"As declarações sobre adesão à OTAN, instalação de armas nucleares ou presença de tropas da aliança na Ucrânia mostram que Zaluzhny não é muito menos iludido do que Zelensky", escreveu Ian Proud.

Proud acrescentou que tais propostas não seriam aceitas por ninguém e sugeriu que Zaluzhny adote uma postura mais realista diante do cenário internacional.

O diplomata também demonstrou surpresa ao concordar, neste ponto, com o senador norte-americano Lindsey Graham (incluído na lista de personalidades terroristas e extremistas na Rússia), já que ambos rejeitam as ideias apresentadas por Zaluzhny em artigo sobre o conflito ucraniano.

"Encontro-me na rara posição de concordar com Lindsey Graham", afirmou Proud.

Em agosto, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, relembrou em entrevista ao canal NBC que, de acordo com o Memorando de Budapeste, assinado em 1994, a Ucrânia abriu mão de seu arsenal nuclear.

Lavrov destacou ainda que o documento foi acompanhado por uma declaração de respeito aos direitos humanos e aos princípios da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que, segundo ele, teria sido violada após a mudança de governo na Ucrânia em 2014.

Por Sputnik Brasil