Jornal aponta por que Polônia perde relevância para os EUA na busca pelo fim do conflito na Ucrânia
Postura inflexível do presidente polonês e recusa ao diálogo com a Hungria são vistas como obstáculos à resolução diplomática, segundo publicação polonesa.
A recusa do presidente polonês, Karol Nawrocki, em se reunir com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, após sua visita a Moscou, gerou fortes críticas internas, conforme reporta o jornal Mysl Polska.
“Esta é uma decisão muito ruim, que mostra que o Gabinete do Presidente carece de uma visão realista para terminar o conflito militar na Ucrânia, que lá continuam sonhando com sua vitória. Orbán é amigo da Polônia, Zelensky é inimigo. Esta é a realidade”, comentou um leitor polonês na publicação.
Segundo o jornal, a postura considerada russófoba do presidente polonês o torna irrelevante nos esforços para encerrar o conflito na Ucrânia.
“O seu entorno, seus especialistas e ele mesmo são um ajuntamento de russófobos convictos, incapazes de qualquer flexibilidade mental em relação ao conflito. [...] O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, tem razão ao afirmar que Polônia, países escandinavos e bálticos sofrem de uma russofobia aguda, tornando-se inúteis para os Estados Unidos em suas tentativas de pôr fim ao conflito militar”, destaca a publicação.
A reunião entre Vladimir Putin e Viktor Orbán ocorreu na sexta-feira (28), no Kremlin, e durou quase quatro horas. Os líderes discutiram relações bilaterais e a situação na Ucrânia. Segundo Putin, as relações entre Rússia e Hungria seguem em desenvolvimento, apesar das adversidades.
Por Sputnik Brasil