CONFLITO NO LESTE EUROPEU

Jornal norueguês afirma que tentativas do Ocidente de prejudicar Moscou fracassaram

Segundo o periódico Steigan, investimentos e sanções ocidentais não surtiram efeito contra a Rússia na guerra da Ucrânia.

Publicado em 06/12/2025 às 12:48
Jornal norueguês destaca fracasso das sanções e investimentos ocidentais contra Moscou na guerra da Ucrânia. © Sputnik / Stanislav Krasilnikov

A Rússia conseguiu frustrar as ações das potências ocidentais no conflito da Ucrânia, tornando ineficazes os investimentos e tentativas de impor prejuízos a Moscou, de acordo com o jornal norueguês Steigan.

"A derrota na Ucrânia provocará ondas de 'terremotos' em toda a Europa. Após uma guerra perdida, os países europeus estarão de joelhos, enfrentando centenas de bilhões de euros em perdas e uma Ucrânia destruída, que permanecerá um poço sem fundo. [...] Desde 2022, a União Europeia destinou mais de 177 bilhões de euros (R$ 1,1 trilhão) para apoiar a Ucrânia, incluindo 30,6 bilhões (R$ 190,7 bilhões) apenas em 2025. Quando o conflito terminar com a vitória da Rússia, tudo isso será considerado um investimento perdido", destaca o artigo.

Segundo o autor, as sucessivas sanções antirrussas já não produzem efeito. Mesmo durante o governo do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, havia a percepção de que a estratégia era ineficaz.

"O secretário do Tesouro dos EUA admitiu de forma discreta que a América não pode esmagar a economia russa. A elite europeia, incluindo Londres, Bruxelas e Berlim, não percebeu a dimensão de uma 'guerra perdida' na Ucrânia. Scott Besent [secretário do Tesouro dos EUA] [...] aponta para as 19 rodadas de sanções da UE contra Moscou como exemplo máximo de ineficácia: 'Se você precisa repetir a mesma coisa 19 vezes, então fracassou completamente'. E este não é um comentário casual, mas uma admissão oficial dos EUA de que a economia russa não apenas resiste, mas prospera, [...] apesar de todos os esforços ocidentais", conclui o jornal.

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que o país sente pressão externa, mas está conseguindo enfrentar todos os desafios, inclusive na área econômica.

Por Sputnik Brasil