TRANSPORTE PÚBLICO

Ministério das Cidades aguarda estudo da Fazenda sobre tarifa zero

Governo federal condiciona avanço da proposta à conclusão de análise técnica sobre financiamento

Publicado em 08/12/2025 às 17:18
Ministério das Cidades aguarda análise da Fazenda para avançar na proposta de tarifa zero no transporte público.

Uma das principais promessas do governo para o próximo ano, a tarifa zero no transporte público, depende da conclusão dos estudos técnicos do Ministério da Fazenda para avançar. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (8) pelo ministro das Cidades, Jader Filho. Somente após a apresentação dos números, segundo o ministro, as duas pastas iniciarão a construção de uma proposta conjunta para o modelo de financiamento.

Em encontro com jornalistas, Jader Filho evitou detalhar a proposta, mas defendeu um pacto federativo envolvendo União, estados e municípios.

“Todos os entes da Federação precisam estabelecer soluções compartilhadas, com cada um contribuindo”, afirmou o ministro.

O ministro também destacou que diversos municípios já implementam iniciativas de tarifa zero em determinados dias da semana, e que essas experiências serão consideradas pelo governo federal.

Para Jader Filho, o país não pode mais adiar o debate sobre a implementação da tarifa zero.

“Estamos chegando num processo que o mundo inteiro já está tratando, e o Brasil não vai poder se furtar dessa discussão [sobre a gratuidade do transporte público]”, declarou.

Contribuição conjunta

Jader Filho avalia que o atual modelo de financiamento do transporte público “não para em pé” e contribui para o sucateamento do sistema e a redução do número de usuários.

Segundo o ministro, há um processo acelerado de sucateamento que está afastando os usuários do transporte público. “Esse modelo que está aí não funciona mais”, enfatizou.

Orçamento

O ministro ressaltou ainda que a pasta empenhou quase a totalidade dos R$ 501,4 milhões liberados pela equipe econômica no fim de novembro.

Segundo Jader Filho, dos cerca de R$ 15 bilhões do orçamento da pasta para este ano, apenas R$ 15 milhões, a milésima parte, não foram empenhados.

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