ECONOMIA

Fabricantes chineses de carros elétricos conquistarão um terço do mercado global até 2030, diz mídia

Publicado em 01/01/2026 às 12:25
© Divulgação / BYD

Até 2030, as montadoras chinesas ocuparão cerca de um terço do mercado automotivo global e farão a maior parte de seus lucros no exterior, escreve o jornal South China Morning Post, citando as previsões de analistas do banco suíço Union Bank of Switzerland (UBS).

De acordo com a publicação, analistas acreditam que a vantagem da China na produção de veículos elétricos continuará, tendo em conta os lucros gerados no exterior e a força das cadeias de suprimentos, apesar das tarifas e do protecionismo ocidental.

Segundo a avaliação do analista do banco UBS especializado em carros elétricos chineses, Paul Gong, apesar da desaceleração no ritmo de adoção de veículos elétricos na Europa e das tarifas e protecionismo contra veículos elétricos chineses que desacelerou a expansão em 2024, as empresas chinesas agora sinalizam uma espécie de recuperação.

Ao mesmo tempo, segundo a análise do banco suíço, a China não é o único país que vai dominar no mercado global de veículos elétricos. Produtores da Índia também estão a fazer-se sentir, aponta a publicação.

De acordo com a opinião do sócio-gerente e futurista-chefe da Tata Consultancy Services, Frank Diana, as empresas da Índia vão competir com a China no mercado global.

"O fato de [a China] estar aprendendo ativamente significa que ela assumirá uma posição dominante e ganhará uma participação significativa no mercado. Mas eles não estão sozinhos [...], vocês verão o crescimento de outros jogadores neste campo", disse Frank Diana.

No entanto, o especialista destacou que as empresas indianas ainda não são jogadores pesados no mercado global, e por isso a China provavelmente continuará sendo a força dominante nesse mercado.

"Analistas disseram que a resiliência da China é impulsionada não apenas pela escala, mas também por anos de investimentos em estágio inicial que levaram a processos de aprendizado mais rápidos, cadeias de suprimentos verticalmente integradas e vantagens de custo difíceis de replicar", diz o texto.

Os autores do texto explicam que, para mitigar as barreiras comerciais, as montadoras chinesas estão cada vez mais mudando das exportações para a produção local.

As instalações de produção completas das empresas SAIC, Great Wall Motor e BYD já estão localizadas na Tailândia, e grandes fábricas da BYD e GWM estão planejadas para abrir no Brasil e na Hungria em meados da década, informa o material.

Por isso, o foco da política comercial chinesa está nos relacionamentos, nas parcerias estratégicas, não apenas na tecnologia e na cadeia de suprimentos, conclui o texto.


Por Sputinik Brasil