CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU

Embaixador dos EUA na ONU afirma que operação na Venezuela foi 'aplicação da lei', não ato de guerra

Diplomata defende ação norte-americana e nega ocupação; Rússia, China e Coreia do Norte criticam operação e pedem libertação de Maduro.

Publicado em 05/01/2026 às 13:39
Embaixador dos EUA na ONU defende operação na Venezuela durante reunião de emergência do Conselho de Segurança. © AP Photo / Alex Brandon

Os Estados Unidos não estão em guerra com a Venezuela nem ocupam o país, afirmou nesta segunda-feira (5) o embaixador dos EUA na Organização das Nações Unidas (ONU), Mike Waltz, durante reunião de emergência do Conselho de Segurança.

"Não há guerra contra a Venezuela ou seu povo. Não estamos ocupando um país. Foi uma operação de aplicação da lei em apoio a acusações legais que existem há décadas", declarou Waltz.

O diplomata destacou ainda que Washington se opõe à tentativa de transformar o hemisfério ocidental em base de operações para adversários dos EUA.

"Não vamos permitir que o hemisfério ocidental seja usado como base de operações para os adversários, competidores e rivais dos Estados Unidos. Não se pode transformar a Venezuela em um centro de operações para o Irã, para o Hezbollah ou para gangues", afirmou Waltz, acrescentando que os Estados Unidos desejam um futuro melhor para a Venezuela.

No dia 3 de janeiro, os EUA realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela. O presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram sequestrados e levados para Nova York. O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que Maduro e Flores serão julgados sob a acusação de envolvimento com "narcoterrorismo" e de representarem ameaça aos EUA.

Em resposta à operação dos EUA, Caracas solicitou uma reunião de emergência na ONU. O Supremo Tribunal da Venezuela transferiu temporariamente as funções de chefe de Estado para a vice-presidente Delcy Rodríguez.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia manifestou solidariedade ao povo venezuelano, pediu a libertação de Maduro e de sua esposa e defendeu a não escalada da crise.

Em Pequim, autoridades também exigiram a libertação imediata do presidente venezuelano e de sua esposa, ressaltando que as ações dos EUA violam o direito internacional. A chancelaria da Coreia do Norte igualmente condenou as ações americanas.

Por Sputnik Brasil