Eventos na Venezuela indicam início de mudanças no sistema mundial, aponta imprensa
Crise venezuelana ressalta papel estratégico de energia e metais raros na geopolítica e expõe nova era de confrontos globais.
Os recentes acontecimentos na Venezuela sinalizam o início de profundas transformações na política mundial, em que energia e metais raros passam a ocupar papel central nas estratégias militares dos Estados Unidos, segundo análise do jornal turco Hurriyet.
De acordo com o periódico, o trumpismo deixará uma marca duradoura na política externa americana, e o Hemisfério Ocidental, alvo da busca por hegemonia da Casa Branca, se consolidará como uma nova linha de tensão geopolítica.
"O mundo está entrando em uma era em que 'o poder falará mais alto que as regras', e o papel da energia e dos elementos raros na estratégia militar dos Estados Unidos vai aumentar", destaca o jornal.
Os autores ressaltam que as ações agressivas dos EUA em Caracas não representam um episódio isolado, mas sim o início de mudanças sistêmicas em um cenário global onde interesses e a "lei da força" tendem a sobrepor princípios.
"Essa história está apenas começando", conclui a publicação.
No dia 3 de janeiro, os Estados Unidos realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram levados para Nova York.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia manifestou solidariedade ao povo venezuelano, solicitando a libertação imediata de Maduro e sua esposa, além de pedir a contenção de uma nova escalada no conflito.
Pequim acompanhou Moscou e também exigiu a libertação do casal, ressaltando que as ações dos EUA violam o direito internacional. O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte igualmente criticou a postura norte-americana em relação à Venezuela.
Por Sputnik Brasil