MERCADO FINANCEIRO

Atividade forte no Brasil impulsiona Ibovespa rumo aos 164 mil pontos

Alta do petróleo, avanço do setor de serviços e otimismo no mercado elevam principal índice da B3

Publicado em 06/01/2026 às 11:21
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A valorização do petróleo e novos sinais de aquecimento da atividade econômica no Brasil impulsionaram o Ibovespa desde a abertura dos negócios nesta terça-feira, 6. Entre a mínima e a máxima do dia, o principal indicador da B3 avançou cerca de 2.100 pontos, refletindo ganhos quase generalizados entre os 85 papéis da carteira teórica.

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços brasileiro subiu de 50,1 pontos em novembro para 53,7 pontos em dezembro, indicando a expansão mais rápida em mais de um ano. Leituras acima de 50 pontos apontam para crescimento da atividade. Os dados, divulgados nesta manhã pela S&P Global, destacam uma melhora substancial na demanda por serviços, com as vendas crescendo pelo segundo mês consecutivo e registrando o maior avanço desde novembro de 2024.

"O PMI é um indicador importante, de um observador externo sobre a nossa atividade. Serviços estão em alta. Isso mostra que a economia brasileira está rodando", analisa Pedro Cutolo, estrategista da One Wealth Management.

Além da alta do Ibovespa, o real também se valoriza. "Os juros futuros é que estão meio desanimados", observa Cutolo, ao comentar o comportamento das taxas futuras nesta manhã. Em um cenário de atividade aquecida, ele avalia que não há motivo para cortes de juros em janeiro ou março, esperando que a redução comece apenas em abril.

O preço do petróleo registra alta de cerca de 0,60%, enquanto o minério de ferro avançou 0,69% em Dalian, na China. Em um dia de agenda econômica enxuta, o destaque fica para os PMIs no Brasil e no exterior, além da divulgação da balança comercial de dezembro e de 2025, prevista para as 15h, seguida de entrevista coletiva com o vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin.

Investidores seguem atentos aos desdobramentos geopolíticos relacionados à destituição do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. "O principal tema nos mercados globais continua sendo a Venezuela, mas isso não tem tido grandes implicações sobre preços de ativos", comenta Carlos Lopes, economista do Banco BV.

Na primeira sessão após a prisão de Maduro e da esposa, Cilia Flores, o Ibovespa fechou em alta de 0,83%, aos 161.869,76 pontos, em meio à perspectiva de desinflação mundial, mesmo com a valorização de mais de 1,5% nos preços do petróleo.

Quanto à balança comercial, a mediana de pesquisa do Projeções Broadcast aponta para um superávit de US$ 65,0 bilhões em 2025, abaixo do registrado em 2024 (US$ 74,6 bilhões). Para dezembro, espera-se superávit de US$ 7,1 bilhões, após saldo positivo de US$ 5,842 bilhões em novembro.

Às 10h48, o Ibovespa subia 1,30%, alcançando 163.976,71 pontos na máxima do dia, após abrir na mínima de 161.869,76 pontos. As ações da Petrobras registravam alta de 0,40% (PN) e 0,31% (ON), enquanto a Vale recuava 0,14%.

Entre os grandes bancos, o sinal era positivo, com destaque para a valorização de 2,04% das ações ordinárias do Bradesco.