B3 bate recorde com 75 leilões em 2025 e viabiliza R$ 243,8 bilhões em investimentos
Bolsa amplia participação em concessões e alienações, impulsionando setores estratégicos e geração de empregos
A B3 atingiu em 2025 um marco histórico ao realizar 75 leilões, que resultaram na concessão ou alienação de 98 ativos públicos à iniciativa privada. Segundo a Bolsa, as operações viabilizaram R$ 243,8 bilhões em investimentos, somando Capex e Opex, com potencial para criar cerca de 1,6 milhão de empregos diretos e indiretos. O resultado supera o desempenho de 2024, quando foram realizados 64 leilões e contratados R$ 180 bilhões em investimentos.
“A B3 tem um papel fundamental como infraestrutura de mercado para viabilizar projetos que impulsionam o desenvolvimento do País”, afirma Guilherme Peixoto, superintendente de Relacionamento e Governança em Licitações da B3.
O setor de rodovias foi novamente protagonista, com 20 leilões realizados – o dobro do ano anterior. Os projetos somaram R$ 106,6 bilhões em investimentos e abrangem cerca de 8,5 mil quilômetros de estradas.
Na área de saneamento, ocorreram oito leilões: quatro no Pará, dois em Pernambuco e dois no Espírito Santo, com investimentos previstos de R$ 44,5 bilhões. O setor de energia registrou cinco leilões, que vão mobilizar R$ 5,5 bilhões em investimentos e mais de 13 mil empregos.
No segmento portuário, foram sete leilões, totalizando R$ 5,9 bilhões em investimentos, incluindo a concessão inédita do canal de acesso ao Porto de Paranaguá (PR), o maior investimento já contratado pela Antaq em leilões realizados na B3.
No setor de iluminação pública, quatro projetos foram concedidos, com aportes de R$ 443,1 milhões para modernizar quase 100 mil pontos de iluminação com tecnologia LED, beneficiando aproximadamente 930 mil pessoas.
No setor de manejo florestal sustentável e reflorestamento, ocorreram cinco leilões que somam R$ 290,9 milhões em investimentos e estimativa de geração de 3,3 mil empregos, destinando mais de 4,5 bilhões de metros quadrados para práticas que conciliam preservação ambiental e geração de renda local.
Já em infraestrutura social, como hospitais, escolas e presídios, foram oito certames – mais que o dobro de 2024 –, com investimentos de R$ 12,5 bilhões.