CRISE INTERNACIONAL

Trump admite que maioria dos mortos em operação contra Maduro são cubanos

Presidente dos EUA reconhece mortes durante sequestro de Maduro; Cuba confirma 32 combatentes mortos.

Por Sputinik Brasil Publicado em 06/01/2026 às 14:30
Donald Trump reconhece mortes de cubanos em operação militar dos EUA contra Nicolás Maduro na Venezuela. © AP Photo / Evan Vucci

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu nesta terça-feira (6) que diversas pessoas foram mortas pelas forças americanas durante a operação que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro, na Venezuela, destacando que a maioria das vítimas eram cubanas.

No último sábado (3), os EUA realizaram um ataque de grande escala na Venezuela, culminando no rapto de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O casal foi transferido para Nova York, onde será julgado sob as leis americanas por acusações de "narcoterrorismo".

"Muitas pessoas foram mortas [na operação militar na Venezuela]. Infelizmente, eu digo, soldados, cubanos, a maioria cubanos, mas muitos, muitos mortos", afirmou Trump durante discurso na reunião dos membros republicanos da Câmara.

No domingo (4), o governo cubano confirmou que 32 combatentes, que atuavam em Caracas a pedido das autoridades venezuelanas, morreram em combate diante de forte resistência.

De acordo com Havana, os combatentes perderam a vida durante confrontos diretos com as forças americanas ou em decorrência de bombardeios. O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, decretou luto nacional nos dias 5 e 6 de janeiro.

O Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba divulgou nesta terça-feira a lista dos 32 combatentes mortos, sendo 11 integrantes das Forças Armadas e 21 do Ministério do Interior cubano.

Estima-se que cerca de 80 pessoas tenham morrido durante o ataque norte-americano em território venezuelano.

Trump teme impeachment após midterms

Durante a reunião com os republicanos, Trump também manifestou preocupação com a possibilidade de sofrer impeachment caso o partido não vença as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms.

"Mas vocês precisam vencer as eleições de meio de mandato, porque se não vencermos... Eles encontrarão um motivo para me destituir. Eu serei destituído."

Apesar do receio de que os democratas possam ser "mais cruéis", o presidente declarou estar confiante na vitória republicana, ressaltando o que classificou como 12 meses de sucesso sem precedentes em seu segundo mandato.