MEIO AMBIENTE

MPF dá 48 horas para Petrobras e Ibama esclarecerem vazamento de fluido na Margem Equatorial

Órgão federal cobra explicações urgentes sobre incidente em poço na Foz do Amazonas; Petrobras afirma que não houve risco ambiental.

Publicado em 07/01/2026 às 22:48
MPF exige explicações sobre vazamento de fluido em poço da Petrobras na Margem Equatorial, litoral do Amapá. © Reprodução / Google Maps

O Ministério Público Federal (MPF) deu prazo de 48 horas para que o Ibama e a Petrobras esclareçam o vazamento de fluido ocorrido durante a perfuração de um poço na bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá.

Os ofícios com o pedido de informações foram enviados na terça-feira (6), logo após a ampla repercussão do caso na imprensa.

No documento, o MPF exige, em caráter de urgência, dados detalhados sobre o incidente, além do envio de laudos técnicos que permitam avaliar o episódio. A ação integra um inquérito civil iniciado em 2018, que investiga a regularidade do licenciamento ambiental concedido pelo Ibama para operações da Petrobras na região.

Também na terça-feira (6), a Petrobras confirmou a perda de fluido durante a perfuração do poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, na Margem Equatorial brasileira. O vazamento foi identificado no domingo (4), o que levou à suspensão imediata das atividades no local. A estatal ainda não informou quando os trabalhos serão retomados.

Em nota, a Petrobras destacou que adotou todos os procedimentos de controle previstos e notificou os órgãos competentes. Segundo a companhia, o fluido empregado está dentro dos limites de toxicidade permitidos, é biodegradável e não oferece risco ao meio ambiente ou à população.

A empresa também ressaltou que não houve falhas na sonda ou no poço, ambos permanecendo em condições seguras, e que a segurança da operação não foi comprometida.

Por Sputnik Brasil