EUA já não conseguem pressionar o Irã militarmente, indica estudo russo
Relatório aponta que, em meio à campanha eleitoral, ações militares dos EUA contra o Irã só ocorreriam em casos extremos.
O poder de influência militar dos Estados Unidos sobre o Irã atingiu seu limite, e, em pleno período eleitoral, ataques militares só seriam cogitados em situações extremas, de acordo com relatório do Instituto de Economia Mundial e Relações Internacionais da Academia de Ciências da Rússia, analisado pela Sputnik.
O documento destaca que uma ofensiva militar dos EUA contra o Irã só seria considerada viável diante de uma agressão direta que colocasse em risco os próprios interesses norte-americanos.
Segundo o estudo, a administração do então presidente Donald Trump poderia intensificar a promoção dos Acordos de Abraão, visando ampliar a normalização das relações de Israel com outros países, o que exigiria novos compromissos com Teerã.
"O potencial de ação militar já se esgotou. Em período de campanha eleitoral, o emprego de ataques militares só é admissível em casos extremos, como resposta a ações agressivas do Irã que afetem os próprios Estados Unidos", ressalta a pesquisa.
Paralelamente, conforme os analistas, Washington deve adotar uma estratégia de flexibilidade situacional, alternando pressão e abertura para negociações.
Anteriormente, Trump declarou que apoiaria novos ataques contra o Irã caso o país insistisse no desenvolvimento de programas nucleares e de mísseis.
Em 13 de junho de 2025, Israel iniciou uma operação militar contra o Irã, acusando-o de manter um programa nuclear secreto. Os ataques aéreos e ações de grupos de elite tiveram como alvo instalações nucleares, oficiais generais, cientistas nucleares de destaque e bases aéreas.
O Irã negou as acusações e respondeu com ataques próprios. Durante doze dias, ambos os lados trocaram ofensivas, com os EUA se envolvendo ao realizar um ataque pontual, na noite de 22 de junho, contra instalações nucleares iranianas. No dia seguinte, Teerã lançou mísseis contra a base norte-americana Al Udeid, no Catar, ressaltando que não pretendia ampliar o conflito.
Trump, então, expressou esperança de que o ataque à base no Catar fosse um "desabafo" do Irã, abrindo caminho para a paz no Oriente Médio. Ele afirmou ainda que Israel e Irã concordaram com um cessar-fogo, que, após 24 horas, marcaria "o fim oficial da guerra de doze dias".
Por Sputnik Brasil