ECONOMIA

Oferta maior de alimentos ajuda a conter inflação, aponta IBGE

Além da energia elétrica, aumento na produção de alimentos foi decisivo para segurar alta dos preços em dezembro

Publicado em 09/01/2026 às 12:42
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Os preços dos alimentos para consumo em casa voltaram a subir em dezembro, após seis meses consecutivos de quedas, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da aceleração, a alta foi considerada moderada para o período, que costuma registrar aumentos sazonais.

De acordo com Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE, a redução na tarifa de energia elétrica, devido à mudança de bandeira tarifária, foi o principal fator para conter a inflação em dezembro. No entanto, ele destacou que a maior oferta de alimentos essenciais na cesta das famílias também contribuiu significativamente para segurar o índice.

"Teve uma oferta de produtos alimentícios maior, o que ocorreu o ano todo", afirmou Gonçalves. "Os alimentos têm o maior peso no orçamento das famílias. Então isso também ajudou a segurar o IPCA", acrescentou.

O grupo Alimentação e Bebidas passou de uma queda de 0,01% em novembro para uma alta de 0,27% em dezembro, contribuindo com 0,06 ponto percentual para a taxa de 0,33% registrada pelo IPCA no mês.

O índice de difusão dos itens alimentícios, que indica o percentual de produtos com aumento de preços, caiu de 64% em novembro para 55% em dezembro.

O custo da alimentação no domicílio subiu 0,14%, impulsionado por altas na cebola (12,01%), batata-inglesa (7,65%), carnes (1,48%) e frutas (1,26%). Entre as carnes, os destaques foram contrafilé (2,39%), alcatra (1,99%) e costela (1,89%). Entre as frutas, mamão (7,85%) e banana-prata (4,32%) lideraram os aumentos. Por outro lado, houve quedas nos preços do leite longa vida (-6,42%), tomate (-3,95%) e arroz (-2,04%).

Já a alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,60% em dezembro, com o lanche subindo 1,50% e a refeição, 0,23%.