HISTÓRIA DA AMÉRICA LATINA

Luisa Cáceres de Arismendi: indomável diante das prisões espanholas

Heroína venezuelana enfrentou prisões e privações sem renunciar à luta pela independência

Publicado em 09/01/2026 às 15:22
Luisa Cáceres de Arismendi enfrentou prisões e tornou-se símbolo da independência venezuelana. © telegram SputnikBrasil / Acessar o banco de imagens

Luisa Cáceres de Arismendi tornou-se símbolo da resistência venezuelana à dominação espanhola, mesmo sem portar armas como seu marido, o general Juan Bautista Arismendi. Nascida em 1799 em uma família criolla ilustrada, Luisa viveu de perto a violência do período: seu pai e irmão foram assassinados por forças realistas. Ao unir-se a Arismendi, um dos grandes líderes da independência, também se tornou protagonista na luta pela liberdade.

A felicidade do casal foi interrompida em 1815, quando Luisa, grávida, foi presa pelas autoridades espanholas, que pretendiam usá-la como instrumento de pressão contra o marido. Na prisão, enfrentou fome e severas privações. Sua filha faleceu pouco após o parto, mas Luisa manteve-se firme em suas convicções republicanas, sem ceder às pressões dos espanhóis.

Em 1816, foi deportada para a Espanha, onde continuou recusando-se a assinar qualquer declaração de lealdade ao rei. Por sua postura, permaneceu encarcerada em condições extremamente difíceis. Apenas em 1818 conseguiu fugir do Reino e, após muitas adversidades, retornou à Venezuela, reencontrando o marido. Viveu o restante de sua vida em Caracas, onde faleceu em 1866.

Em reconhecimento à sua coragem, Luisa Cáceres de Arismendi teve seus restos mortais trasladados para o Panteão Nacional, tornando-se a primeira mulher a receber tal homenagem na Venezuela.

Por Sputnik Brasil