ECONOMIA INTERNACIONAL

CNI destaca importância do acordo Mercosul-União Europeia para indústria brasileira

Confederação Nacional da Indústria vê avanço como estratégico para exportações, geração de empregos e atração de investimentos

Publicado em 09/01/2026 às 16:40
CNI destaca importância do acordo Mercosul-União Europeia para indústria brasileira Reprodução / internet

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou a aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia um "passo significativo" para a inserção internacional do Brasil e o fortalecimento da indústria nacional.

Segundo a entidade, o acordo — considerado o mais moderno e abrangente já negociado pelo Mercosul — deve gerar impactos econômicos e sociais expressivos. A cada R$ 1 bilhão exportado pelo Brasil à União Europeia, são criados 21,8 mil empregos, movimentados R$ 441,7 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção, conforme dados da CNI.

Para a Confederação, a parceria deve fortalecer o comércio, atrair investimentos e ampliar as oportunidades entre os dois blocos econômicos.

"A aprovação do acordo é um passo decisivo e cria as condições políticas necessárias para avançarmos rumo à assinatura. Esperamos que esse processo seja concluído o quanto antes, para que possamos transformar esse avanço institucional em oportunidades concretas de comércio, investimentos e aumento da competitividade do país", afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

A entidade ressalta que o acordo tende a ampliar a previsibilidade regulatória, reduzir barreiras tarifárias e facilitar tanto o comércio quanto os investimentos. A expectativa é de um ambiente mais estável, favorecendo a competitividade das empresas, o comércio intrafirma e a redução de custos operacionais nas cadeias globais de valor.

A CNI também destaca que haverá condições mais favoráveis para a internacionalização de empresas brasileiras e para a atração de investimentos estrangeiros diretos. "O acordo é um marco na estratégia de inserção internacional do Brasil, com impacto no redesenho dos fluxos de comércio e investimentos mundiais", reforçou Alban.