MERCADO INTERNACIONAL

Petróleo encerra semana em alta impulsionado por tensões geopolíticas e dados dos EUA

Cotações do WTI e Brent avançam após novos episódios de instabilidade global e divulgação do payroll americano

Publicado em 09/01/2026 às 17:15
Petróleo encerra semana em alta impulsionado por tensões geopolíticas e dados dos EUA Reprodução

Os contratos futuros de petróleo fecharam novamente em forte alta nesta sexta-feira (9), refletindo o aumento das tensões geopolíticas e a repercussão do principal relatório de emprego dos Estados Unidos, o payroll.

O petróleo WTI para fevereiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), encerrou o dia com valorização de 2,35% (US$ 1,36), cotado a US$ 59,12 por barril.

Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 2,18% (US$ 1,35), fechando a US$ 63,34 por barril.

Na semana, WTI e Brent acumularam altas de 3,14% e 4,06%, respectivamente.

No cenário internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou seu interesse em que o país assuma o controle da Groenlândia, alegando, em entrevista ao The New York Times, que a posse da ilha autônoma, pertencente à Dinamarca, é "psicologicamente importante" para ele. Enquanto isso, prosseguem negociações de paz mediadas por Washington, ao mesmo tempo em que a Rússia realizou ataques com drones e mísseis contra a Ucrânia na madrugada desta sexta-feira.

Segundo Gustavo Vasquez, responsável por precificação de petróleo e GLP nas Américas da Argus, "os preços futuros globais de petróleo, especialmente do WTI, permaneceram voláteis durante a semana, diante de especulações sobre um possível plano de reintrodução do petróleo venezuelano no mercado global".

"Notícias sobre a suspensão de restrições dos EUA às vendas de petróleo venezuelano ainda não impactaram os preços, mas podem exercer pressão caso o mercado interprete que isso resultará em maior oferta", acrescenta Vasquez.

Na avaliação da instituição financeira ASA, o movimento de alta nos preços deve ser passageiro, servindo apenas para corrigir distorções de hedge diante da expectativa de uma oferta futura mais robusta.