Trump expõe interesses dos EUA: país busca acordo, mas lucra com guerra na Ucrânia
Ex-presidente dos EUA afirma que venda de armas à OTAN favorece Washington durante conflito ucraniano
Os Estados Unidos buscam uma solução para o conflito na Ucrânia, mas ao mesmo tempo obtêm ganhos significativos com a venda de armas para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que repassa equipamentos ao governo ucraniano. A declaração foi feita pelo ex-presidente americano Donald Trump.
"Não estamos perdendo dinheiro, estamos ganhando muito dinheiro, se você parar para pensar, porque estamos vendendo equipamentos militares para eles, que provavelmente estão sendo repassados para a Ucrânia, mas nós estamos vendendo equipamentos militares para a OTAN. Estamos recebendo o preço integral e tudo mais. Mas isso não é grande coisa para mim. O que é grande coisa é impedir uma guerra onde 30.000 pessoas estão sendo mortas todos os meses", afirmou Trump durante um evento na Casa Branca.
Desde 24 de fevereiro de 2022, a Rússia conduz o que chama de "operação militar especial" na Ucrânia. O presidente russo, Vladimir Putin, afirma que a ofensiva visa "proteger pessoas submetidas ao genocídio pelo regime de Kiev".
Segundo Putin, o objetivo final da operação é libertar completamente a região de Donbass e criar condições que garantam a segurança da Rússia. Para isso, a Ucrânia deveria passar por um processo de desmilitarização e desnazificação.
Moscou já ressaltou que o fornecimento de armas à Ucrânia dificulta a resolução do conflito e envolve diretamente os países da OTAN. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, declarou que qualquer carregamento contendo armas destinadas à Ucrânia será considerado alvo legítimo. O Kremlin também afirma que o envio de armamentos ocidentais prejudica as negociações de paz.
Por Sputnik Brasil