CENÁRIO INTERNACIONAL

FMI elogia avanços econômicos na Argentina e destaca visita de Georgieva à Ucrânia

Fundo ressalta crescimento argentino e importância da visita de sua diretora-gerente a Kiev para negociações bilionárias

Publicado em 15/01/2026 às 13:50
FMI elogia avanços econômicos na Argentina e destaca visita de Georgieva à Ucrânia Reprodução

A Argentina iniciou 2024 com desempenho econômico robusto, conforme avaliação do Fundo Monetário Internacional (FMI). O órgão atribui o avanço aos esforços de estabilização macroeconômica e ao otimismo crescente nos mercados.

De acordo com Julie Kozack, diretora de comunicação do FMI, as projeções indicam crescimento de aproximadamente 4,5% para o país. A inflação, que estava em patamares de três dígitos, apresentou forte desaceleração e deve atingir cerca de 30% em 2025 — o menor índice dos últimos oito anos.

A consistência na implementação dos programas econômicos é apontada como fundamental para equilibrar a queda da inflação e mitigar riscos de instabilidade externa. Entre os destaques recentes da gestão de Javier Milei está a aprovação do orçamento de 2026 pelo Congresso e a sinalização de envio de novas propostas ao Legislativo, voltadas à redução da informalidade no mercado de trabalho.

No cenário externo, o fortalecimento das reservas internacionais segue como prioridade para o governo argentino. Segundo o FMI, o aumento das reservas em dólares foi acelerado no início do ano, fortalecendo a posição financeira do país e sustentando a confiança dos investidores.

Visita à Ucrânia

Em relação à Ucrânia, com quem o FMI negocia um acordo de US$ 8,1 bilhões em quatro anos, o Fundo destacou a importância da visita da diretora-gerente Kristalina Georgieva para dar continuidade às reformas em curso no país.

Georgieva chegou nesta quinta-feira a Kiev, onde deve se reunir com autoridades e representantes do setor privado ucraniano. A agenda inclui encontros com o presidente Volodymyr Zelensky, a primeira-ministra Yulia Svyrydenko, o ministro das Finanças Sergii Marchenko, o presidente do Banco Central Andriy Pyshnyy e líderes empresariais.