EUA ignoram expectativas da Groenlândia e OTAN não contribui, afirma ex-premiê
Kuupik Kleist, ex-primeiro-ministro groenlandês, critica postura de Washington e avalia impacto dos exercícios militares na ilha.
A Groenlândia não está à venda, mas seu futuro permanece incerto enquanto Washington mantém a pressão para controlar a ilha, afirmou o ex-primeiro-ministro groenlandês Kuupik Kleist à Sputnik.
De acordo com Kleist, os exercícios militares planejados pela OTAN na Groenlândia não dissiparam as dúvidas sobre o destino do território, já que os EUA continuam enviando sinais contraditórios sobre o papel da aliança em uma possível anexação.
Após a reunião realizada ontem (14) na Casa Branca, os ministros das Relações Exteriores da Dinamarca e da Groenlândia reconheceram que as conversas não conseguiram influenciar o governo americano em sua tentativa de anexar a ilha.
"Acho que, depois da reunião de ontem, as preocupações diminuíram um pouco", avaliou Kleist. "Quero dizer, vamos optar por permanecer unidos e não discutir a desvinculação da Dinamarca ou algo do tipo."
Kleist destacou ainda que Groenlândia e Dinamarca estão alinhadas diante da crise: "Nosso primeiro-ministro disse que, se tivéssemos que escolher hoje entre os EUA e a Dinamarca, escolheríamos a Dinamarca".
Por Sputnik Brasil