ECONOMIA

Monitor do PIB aponta alta de 1,1% em novembro ante outubro, diz FGV

Após dois meses de queda, economia brasileira volta a crescer em novembro, impulsionada por indústria, comércio e investimentos.

Publicado em 21/01/2026 às 10:51
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou crescimento de 1,1% em novembro em relação a outubro, de acordo com o Monitor do PIB, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Na comparação com novembro de 2024, a alta foi de 1,9% em novembro de 2025. No acumulado de 12 meses até novembro, o avanço foi de 2,2%.

O resultado positivo sucede dois meses consecutivos de retração.

“Apesar da continuidade da perda de fôlego em determinadas atividades, como transporte e serviços de informação, outros componentes mostraram crescimento após meses de queda, como a indústria de transformação, o comércio e os investimentos (formação bruta de capital fixo). Embora o consumo das famílias não tenha apresentado expressiva contribuição positiva em novembro, permaneceu com taxa em campo positivo, o que também contribuiu para um bom desempenho da economia”, afirmou Juliana Trece, coordenadora do Monitor do PIB - FGV, em nota oficial.

O Monitor do PIB antecipa tendências do principal indicador econômico do país, utilizando as mesmas fontes de dados e metodologia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.

“Mesmo permanecendo pressionada com os altos juros ao longo do ano, a economia voltou a ter um crescimento mais robusto em novembro”, acrescentou Trece.

No trimestre móvel encerrado em novembro de 2025, em relação ao mesmo período de 2024, o PIB cresceu 1,5%. Pela ótica da demanda, o consumo das famílias avançou 1,2% no período.

“Após desacelerar desde o final de 2024 e registrar taxas de crescimento próximas a 0% em meados de 2025, o consumo das famílias voltou a apresentar crescimento mais forte no trimestre móvel findo em novembro. Isto se deve ao fim das contribuições negativas no consumo de duráveis e não duráveis, que penalizaram o desempenho ao longo de 2025, além de um crescimento mais intenso no consumo de serviços”, aponta o relatório do Monitor do PIB.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos no PIB, apresentou alta de 1,3% no trimestre até novembro de 2025 frente ao mesmo período do ano anterior. O componente de máquinas e equipamentos segue contribuindo negativamente, enquanto a construção mantém taxas positivas, ainda que mais moderadas.

As exportações de bens e serviços cresceram 8,8% no trimestre até novembro de 2025, em comparação ao trimestre até novembro de 2024.

“A exportação seguiu ampliando seu crescimento em 2025, com contribuições positivas em todos os segmentos. Embora as exportações da extrativa mineral tenham reduzido significativamente sua contribuição positiva no trimestre móvel findo em novembro, isso foi compensado pelo aumento das exportações de produtos agropecuários, bens intermediários, bens de capital e serviços”, explicou a FGV.

As importações aumentaram 4,0% no trimestre até novembro, em relação ao mesmo período do ano anterior. Houve alta nos bens de capital e de consumo, mas recuo nos produtos da extrativa mineral e em serviços.

Em valores correntes, o PIB brasileiro somou R$ 11,577 trilhões de janeiro a novembro de 2025.

A taxa de investimento da economia foi de 18,9% em novembro.