CIDADANIA E ORÇAMENTO PÚBLICO

População poderá influenciar na elaboração do Orçamento da União

Economia, programa Bom Dia, Ministro, Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, Orçamento do Povo

Publicado em 21/01/2026 às 12:22
Ministro Guilherme Boulos anuncia projeto para participação popular no Orçamento da União.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, anunciou nesta quarta-feira (25) que o governo federal está desenvolvendo o projeto "Orçamento do Povo", que permitirá à população participar diretamente da elaboração do Orçamento da União. A iniciativa busca ampliar a participação cidadã na definição da destinação dos recursos públicos.

Segundo Boulos, o lançamento do projeto está previsto para o próximo mês. Nesta primeira etapa, a proposta terá caráter educativo, já que o Orçamento de 2026 já foi aprovado e sancionado. “A ideia é justamente criar essa cultura do povo apontar o dedo e decidir o que precisa no seu município, qual a prioridade”, explicou o ministro em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do Canal Gov.

Notícias relacionadas:

O ministro também comentou o recente escândalo do orçamento secreto. “O Brasil todo está acompanhando o escândalo do orçamento secreto. O que é o orçamento secreto? É pegar uma fatia gigante, este ano foram R$ 61 bilhões em emendas parlamentares e, muitas vezes, não há transparência. Esse dinheiro vai pelo ralo, não se sabe para onde está indo. O que nós vamos fazer? Mostrar que é possível o povo se apropriar do orçamento do governo brasileiro”, afirmou.

Emenda parlamentar é a destinação de recursos do orçamento público por indicação de deputados e senadores para obras, serviços ou projetos em suas regiões.

Com o Orçamento do Povo, cada cidadão poderá votar, uma vez, em uma proposta para ser implementada em sua cidade. No primeiro ano, o objetivo é alcançar cerca de 400 municípios, incluindo todas as capitais.

Cada localidade terá um orçamento definido e os recursos virão dos ministérios que aderirem ao projeto. Até o momento, sete pastas já confirmaram participação.

“Por exemplo, a Saúde já ia investir em ambulâncias do Samu. Agora, parte desse orçamento será decidido pela população, que poderá escolher quais cidades serão priorizadas. O cidadão poderá optar, por exemplo, por R$ 1 milhão para ambulâncias, por praças com Wi-Fi — projeto do Ministério da Comunicação —, por salas de aula climatizadas — do Ministério da Educação —, ou por unidades itinerantes de cultura do Ministério da Cultura”, detalhou Boulos.

A proposta mais votada em cada localidade será implementada pelo governo. “Quando você cria essa cultura — de apontar e decidir para onde vai o dinheiro — ninguém segura mais o povo. E é isso que a gente quer”, finalizou o ministro.