POLÍTICA INTERNACIONAL

Trump critica primeiro-ministro do Canadá durante discurso em Davos

Presidente dos EUA também faz ressalvas à Europa e comenta políticas energéticas em fórum na Suíça

Publicado em 21/01/2026 às 12:44
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duras críticas ao primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e a outros aliados americanos durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, nesta quarta-feira, 21.

"É preciso que outros lugares sigam o nosso exemplo, pois certas regiões da Europa estão irreconhecíveis", afirmou Trump. "É um caminho escolhido com insensatez, que levou a déficits crescentes, à maior onda de imigração em massa da história e a muitas partes do mundo sendo destruídas diante de nossos olhos", acrescentou.

Apesar das críticas, Trump declarou que seu governo acredita "profundamente" no vínculo com a Europa. "É por isso que questões como energia, comércio, imigração e crescimento econômico precisam ser preocupações centrais para qualquer um que queira ver um Ocidente forte e unido, porque a Europa e esses países precisam fazer a parte deles", declarou.

Ao abordar as políticas energéticas de Alemanha e Reino Unido, Trump criticou a criação de parques de energia eólica no continente. O presidente americano não atacou diretamente o chanceler alemão, Friedrich Merz, e afirmou que o mandatário está buscando soluções para os problemas de energia do país. Sobre a França, Trump comentou que o governo de Paris "tira vantagem dos EUA há 30 anos".

Críticas ao Canadá

Trump também respondeu às declarações feitas por Carney na terça-feira, 20, em Davos. "O Canadá recebe muitas vantagens de nós, aliás. Eles também deveriam ser gratos, mas não são. Eu assisti ao seu primeiro-ministro ontem. Ele não tem sido grato aos EUA recentemente", disse.

"O Canadá vive por causa dos Estados Unidos. Lembre-se disso, Mark, da próxima vez que fizer suas declarações", completou Trump.

Em sua fala, Carney havia afirmado que países estão utilizando tarifas como "armas e vulnerabilidades a serem exploradas", sem mencionar diretamente os Estados Unidos.