CLIMA

2025 foi o 7º ano mais quente no Brasil desde 1961; confira o ranking

Temperatura média anual atingiu 24,56°C, superando a média histórica e evidenciando tendência de aquecimento no país.

Publicado em 21/01/2026 às 13:44
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Brasil registrou em 2025 uma temperatura média anual de 24,56°C, de acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Esse valor ficou 0,33°C acima da média histórica, tornando 2025 o sétimo ano mais quente desde o início das medições, em 1961. O recorde nacional segue com 2024, que teve média de 25,02°C, ou seja, 0,79°C acima do normal.

Embora 2025 tenha sido o terceiro ano mais quente do planeta, a posição do Brasil no ranking global reflete o cenário regional. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o ano foi o sexto mais quente da América do Sul.

Conforme o Inmet, o calor acima da média se espalhou por quase todo o território brasileiro, com maiores elevações observadas no Paraná, Mato Grosso, sul do Pará e grande parte do Nordeste.

A análise do instituto aponta que, entre as décadas de 1960 e 1980, as temperaturas no país eram mais amenas e estáveis. A partir dos anos 2000, os desvios positivos passaram a ser mais frequentes, com os anos recentes figurando de forma recorrente entre os mais quentes da série histórica.

Confira as dez maiores temperaturas médias anuais no Brasil, segundo o Inmet:

2024: 25,02ºC

2023: 24,92ºC

2015: 24,89ºC

2019: 24,83ºC

2016: 24,66ºC

1998: 24,61ºC

2025: 24,56ºC

2017: 24,48ºC

2012: 24,45ºC

2020: 24,43ºC

O aumento das temperaturas foi constatado em todas as estações do ano. A primavera e o inverno apresentaram as maiores altas em relação à média de 1991-2020, com elevações de 0,74°C e 0,61°C, respectivamente. O outono registrou acréscimo de 0,58°C, enquanto o verão teve aumento de 0,43°C.

Segundo o Inmet, o padrão observado confirma “uma tendência persistente de aquecimento em todas as estações do ano”, em sintonia com o avanço do aquecimento global nas últimas décadas.