JUSTIÇA DOS EUA

Suprema Corte dos EUA deve manter Lisa Cook no Fed e impõe revés a Trump

Maioria dos ministros sinaliza apoio à permanência de Cook e questiona tentativa inédita de demissão por Trump

Publicado em 21/01/2026 às 14:34
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Suprema Corte dos Estados Unidos indicou nesta quarta-feira (21) que tende a manter a diretora do Federal Reserve (Fed), Lisa Cook, no cargo, representando um revés à tentativa do presidente Donald Trump de demiti-la e ampliar sua influência sobre o banco central americano.

Durante a audiência, a maioria dos ministros demonstrou ceticismo em relação ao esforço do governo para afastar Cook com base em acusações de fraude hipotecária, que ela nega. Em 112 anos de história do Fed, nenhum presidente demitiu um diretor em exercício, reforçando a tradição de independência da instituição em relação à política cotidiana.

O ministro Brett Kavanaugh afirmou que permitir a demissão "enfraqueceria, se não destruísse, a independência do Fed". Pelo menos outros cinco ministros também manifestaram dúvidas sobre a legalidade da iniciativa. Cook e o presidente do Fed, Jerome Powell, acompanharam quase duas horas de argumentos no tribunal.

Críticos de Trump apontam que a ofensiva busca aumentar o controle presidencial sobre a política de juros. Caso Cook seja afastada, Trump poderia indicar um substituto e conquistar maioria no conselho do Fed, cenário que preocupa investidores por seu impacto potencial nos mercados e na economia.

A Corte avalia se Cook pode permanecer no cargo enquanto contesta a demissão. Instâncias inferiores já autorizaram sua permanência, e os ministros podem simplesmente negar o recurso emergencial do governo, permitindo que o caso siga nas instâncias inferiores. O embate ganhou novo capítulo com a abertura de investigação criminal contra Powell pelo Departamento de Justiça (DoJ), movimento que o presidente do Fed classificou como "pretexto" para pressionar a política monetária.

O governo alega que Cook teria declarado dois imóveis como residências principais em 2021, o que poderia reduzir custos de financiamento. A defesa argumenta que não houve fraude nem acusação criminal, e que a suspeita se baseia em referência isolada em documentos, incompatível com outras declarações formais feitas por Cook.

Fonte: Associated Press.
Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.