MERCADO INTERNACIONAL

Petróleo encerra em alta após falas de Trump sobre Groenlândia e revisão da AIE

Cotações avançam com discurso menos agressivo do presidente dos EUA e projeção de maior demanda global pela Agência Internacional de Energia.

Publicado em 21/01/2026 às 16:51
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira, 21, impulsionados por declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que descartou o uso de força militar para controlar a Groenlândia, apesar de manter a tensão comercial elevada devido à pressão das tarifas. Além disso, a Agência Internacional de Energia (AIE) revisou para cima sua previsão de crescimento da demanda global de petróleo.

O petróleo WTI para março, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), encerrou o dia com valorização de 0,43% (US$ 0,26), cotado a US$ 60,62 por barril. O Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 0,49% (US$ 0,32), fechando a US$ 65,24 o barril.

Os mercados financeiros mostraram sinais de estabilização após um discurso considerado relativamente conciliador de Trump em Davos. "Embora seja difícil prever o desfecho da disputa, um tanto quixotesca, sobre a soberania e defesa militar da Groenlândia, as declarações de Trump podem ser vistas como um passo para a redução das tensões", avaliou a Capital Economics.

O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, considerou "positivo" o fato de Trump ter descartado o uso da força militar na Groenlândia. No entanto, ressaltou que as ambições americanas sobre o território ártico permanecem e que a ausência de ameaça de incursão armada não resolve a questão.

A AIE elevou sua projeção de demanda diante da melhora nas perspectivas econômicas e dos preços mais baixos do petróleo bruto, mas alertou que a oferta ainda deve superar o consumo. A entidade espera agora um crescimento de 930 mil barris por dia em 2024, ante previsão anterior de 860 mil barris por dia.

Enquanto isso, os preços do gás natural liquefeito (GNL) dos EUA dispararam, registrando altas expressivas pelo terceiro pregão consecutivo. O movimento acompanha o gás europeu, que subiu em menor intensidade, diante dos temores de um inverno rigoroso no Hemisfério Norte, conforme apontam as previsões meteorológicas.