COMÉRCIO VAREJISTA

Adequação de estoques melhora, mas cresce número de varejistas com falta de mercadorias

Segundo a FecomercioSP, janeiro registrou alta histórica de empresas com estoques abaixo do ideal, superando pela primeira vez o número das que têm excesso de produtos.

Publicado em 21/01/2026 às 17:39
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

As empresas do comércio varejista apresentaram melhora no nível de estoques em janeiro, em comparação a dezembro. No entanto, pela primeira vez desde 2011, a proporção de companhias que relataram estoques abaixo do necessário superou a daquelas com excesso de mercadorias. Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

O Índice de Estoques subiu 2,1% em janeiro frente a dezembro, passando de 109,2 para 111,4 pontos. Em relação a janeiro de 2023, houve aumento de 1,1%. O índice varia de zero (inadequação total) a 200 pontos (adequação total).

Apesar da melhora geral, o percentual de empresas que afirmaram estar com estoques abaixo do adequado atingiu o maior nível da série histórica, chegando a 23,2%. O resultado representa alta de 0,5 ponto percentual em relação a dezembro e de 3,2 pontos em relação a janeiro do ano anterior.

Pela primeira vez desde o início da série, em 2011, esse grupo superou o das empresas com estoques acima do ideal, que ficou em 20,9% em janeiro — uma queda mensal de 0,2 ponto percentual e anual de 0,4 ponto.

De acordo com a FecomercioSP, o aumento das companhias com estoques insuficientes pode estar relacionado a dificuldades para obter capital de giro e crédito junto aos fornecedores. "A falta de mercadorias é extremamente prejudicial para os varejistas, já que, ao não encontrar o que precisa, é muito provável que o cliente não retorne à loja", destaca a entidade.

Estoques por porte

Entre as pequenas empresas, 55,3% relataram estoques adequados em janeiro, ante 54,3% em dezembro. O percentual de companhias com excesso de estoques caiu de 22,8% para 21,1%, enquanto as que enfrentam falta de mercadorias subiram de 22,8% para 23,3%.

No grupo das grandes empresas, a fatia das que possuem estoques adequados avançou de 64,4% para 67,6% entre dezembro e janeiro. Já o percentual com excesso de estoques recuou de 16,4% para 14,1%, e o das que têm estoques abaixo do ideal diminuiu de 19,2% para 18,3%.