Trump formaliza criação do Conselho de Paz
Em Davos, presidente dos EUA destaca papel global da nova entidade e afirma compromisso com resolução de conflitos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou nesta quinta-feira (22), durante discurso em Davos, a criação do chamado Conselho de Paz. Segundo Trump, o órgão atuará em parceria com diversos países e com a Organização das Nações Unidas (ONU), visando promover a estabilidade global. O presidente declarou sentir-se "honrado" em liderar a iniciativa e assinou, em cerimônia, os documentos que estabelecem formalmente o Conselho como uma organização independente.
"A ONU possui um potencial tremendo, mas não o utiliza. O Conselho de Paz não é para os EUA, é para o mundo todo", afirmou Trump. Ele destacou que sua administração encerrou oito guerras e expressou expectativa de resolver em breve o conflito entre Rússia e Ucrânia. "Estou trabalhando para parar com a matança na Ucrânia", acrescentou.
Entre os países que já aderiram ao Conselho de Paz estão Argentina, Hungria, Paraguai, Arábia Saudita, Turquia, Indonésia, Mongólia e Azerbaijão.
Ao abordar outros focos de instabilidade, Trump afirmou que o conflito em Gaza está próximo do fim e que restam "poucos focos de incêndio" para a conclusão da guerra na região. Ele garantiu compromisso com a desmilitarização local e disse acreditar em "muito sucesso" em Gaza.
Trump também mencionou a necessidade de ações em relação ao grupo Hezbollah, sem detalhar medidas, e afirmou que o Irã busca diálogo, mas não deve obter armas nucleares. Sobre a Síria, elogiou o progresso do governo local e afirmou manter boas relações com líderes da Venezuela. Por outro lado, criticou a Espanha pela falta de comprometimento com as metas de gastos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
"Hoje, o mundo está mais pacífico do que há um ano. Quando os EUA prosperam, todos prosperam. Nenhuma administração conquistou tantas coisas em 12 meses. Temos o exército mais poderoso do mundo", ressaltou, reafirmando a intenção de manter gastos anuais de US$ 1,5 trilhão em defesa.
No campo econômico, Trump destacou a expansão dos indicadores e afirmou que a inflação foi superada. "Nosso país nunca esteve melhor economicamente. Tudo está melhor do que nunca", concluiu.