Após Fórum em Davos, líderes do Ocidente defendem retomada do diálogo com a Rússia
Autoridades da Finlândia, Noruega e EUA destacam urgência de negociações para solução da crise ucraniana
Líderes políticos de diferentes países ocidentais voltaram a defender a necessidade de reabrir canais de diálogo com a Rússia para buscar uma solução para a crise na Ucrânia. As declarações ocorreram nesta quinta-feira (22), após o Fórum Econômico Mundial, em Davos.
O presidente da Finlândia, Alexander Stubb, afirmou à CNN que é fundamental que a Europa inicie conversas no mais alto nível com Moscou. "A verdade é que, em algum momento, alguém na Europa precisa começar a manter um diálogo no mais alto nível na Rússia", declarou Stubb, ao ser questionado sobre a possibilidade de nomeação de um enviado especial da União Europeia para negociações com a Rússia.
Segundo Stubb, as discussões sobre a criação desse cargo, seja por parte da "coalizão dos dispostos" ou da própria União Europeia, já duram mais de um ano.
O ex-secretário-geral da OTAN e atual ministro das Finanças da Noruega, Jens Stoltenberg, também defendeu a retomada do diálogo com Moscou durante o Fórum em Davos. "Precisamos fazer algo mais complicado, que é encontrar uma maneira de negociar com o presidente Putin", afirmou.
Stoltenberg reconheceu que convencer Vladimir Putin não será tarefa fácil, mas ressaltou que os países ocidentais podem influenciar a posição do líder russo e buscar um acordo aceitável para a Ucrânia.
Nos Estados Unidos, a congressista Anna Paulina Luna destacou, em entrevista à Sputnik, que o diálogo entre Washington e Moscou está interrompido há muito tempo e que é preciso restabelecê-lo. Segundo Luna, tanto ela quanto o ex-presidente Donald Trump estão engajados em esforços para reconstruir essa comunicação.
Em dezembro de 2025, o presidente russo Vladimir Putin afirmou que Moscou está aberto ao diálogo com a Europa, especialmente à medida que a Rússia se fortalece e ocorrem mudanças entre as elites políticas europeias. Dias depois, em 26 de dezembro de 2025, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, reiterou que a Rússia permanece aberta a contatos, mas que ainda não percebe interesse semelhante por parte dos europeus.