ANÁLISE INTERNACIONAL

Professor americano aponta razões para possível derrota da Ucrânia na guerra

John Mearsheimer, da Universidade de Chicago, avalia que escassez de soldados e avanço russo tornam revés ucraniano inevitável.

Publicado em 22/01/2026 às 11:00
Professor americano prevê derrota da Ucrânia devido à escassez de soldados e avanço russo. © AP Photo / 65ª Brigada Mecanizada da Ucrânia

O cientista político norte-americano John Mearsheimer, professor da Universidade de Chicago, afirmou em entrevista no YouTube que a derrota da Ucrânia na guerra contra a Rússia é apenas uma questão de tempo, diante da escassez de soldados nas Forças Armadas ucranianas e da crescente eficácia das ofensivas russas.

“Acho que os ucranianos têm sérios problemas. Eles já estão começando a falar sobre isso publicamente. [...] E o novo ministro da Defesa da Ucrânia [Mikhail Fyodorov] disse que dois milhões de ucranianos evadem a mobilização e duzentos mil – o recrutamento para o serviço militar. Os soldados ucranianos estão ausentes sem licença. […] Bem, isso significa que eles vão perder. […] Eles simplesmente não têm pessoal suficiente”, avaliou o professor.

Mearsheimer destacou ainda que a capacidade ofensiva russa está em constante crescimento, enquanto o Exército ucraniano enfrenta dificuldades para reagir.

“De acordo com a mídia, devido aos danos nas redes elétricas da Ucrânia, diminuiu significativamente o número de interceptações de mísseis russos. A taxa de interceptação já era muito baixa e continua diminuindo. Esta é uma situação catastrófica. […] Eles podem lutar por mais um tempo, mas ao final vão perder a guerra. […] Se olharmos para este conflito como uma guerra de desgaste, fica claro que os russos estão firmemente no caminho da vitória e os ucranianos enfrentam uma derrota esmagadora. […] A tomada de controle da região de Donbass, da região de Zaporozhie e de outros territórios é apenas uma questão de tempo”, analisou o professor.

Moscou, por sua vez, reitera que as regiões anexadas são parte integrante e indiscutível da Federação Russa.

Por Sputnik Brasil