ECONOMIA

Intenção de consumo das famílias cresce 0,8% em janeiro, aponta CNC

Índice registra terceira alta consecutiva, impulsionado por maior acesso ao crédito e controle da inflação.

Publicado em 22/01/2026 às 12:53
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Os brasileiros demonstraram maior disposição para consumir em janeiro, segundo dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) avançou 0,8% em relação a dezembro, já considerando os ajustes sazonais.

Esse resultado marca o terceiro mês consecutivo de crescimento, elevando o indicador para 103,7 pontos. Na comparação com janeiro do ano anterior, o ICF registrou alta de 0,7%.

De acordo com a CNC, o desempenho positivo foi impulsionado pelo aumento no acesso ao crédito e por uma avaliação mais favorável sobre o momento para aquisição de bens de consumo duráveis, especialmente entre famílias de renda mais baixa.

“O maior controle da inflação e a ampliação do acesso ao crédito têm preservado o poder de compra das famílias de até 10 salários mínimos”, destacou o presidente da CNC, José Roberto Tadros, em nota à imprensa. “É uma alternativa que incentiva o consumo, mas que deve ser utilizada com responsabilidade para não gerar mais dívidas e ciclos de inadimplência, como o que vimos no meio do ano passado.”

Entre dezembro e janeiro, seis dos sete componentes do ICF registraram crescimento: emprego atual subiu 0,1%, para 125,9 pontos; renda atual aumentou 0,1%, para 123,1 pontos; nível de consumo atual avançou 0,9%, para 90,5 pontos; perspectiva profissional recuou 0,7%, para 108,4 pontos; perspectiva de consumo cresceu 0,8%, para 106,2 pontos; acesso ao crédito registrou alta de 1,9%, para 100,1 pontos; e o momento para aquisição de bens de consumo duráveis subiu 3,8%, atingindo 71,4 pontos.

A propensão ao consumo aumentou tanto entre famílias com renda mensal inferior a 10 salários mínimos, cujo ICF subiu 0,7% para 101,7 pontos, quanto entre aquelas com renda superior, que também registraram alta de 0,7%, alcançando 114,5 pontos.

“Os dados de janeiro mostram a continuação do otimismo dos consumidores. O crédito se prova como força motriz para o consumo; no entanto, os juros em nível alto e o desaquecimento do mercado de trabalho geram cautela nesse otimismo”, ressalta o relatório da CNC.