Zelenski afirma que acordo para encerrar guerra na Ucrânia está quase finalizado
Presidente ucraniano revela avanços em negociações com os EUA e anuncia reuniões com Rússia nos Emirados Árabes Unidos.
O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, declarou nesta quinta-feira, 22, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, que os documentos negociados com os Estados Unidos para encerrar a guerra com a Rússia estão "quase finalizados".
Segundo Zelenski, as equipes envolvidas "estão trabalhando quase todos os dias". "Estamos perto de um acordo sobre as garantias de segurança. Para ser sincero: o documento está pronto", ressaltou. "Temos algumas dúvidas em relação ao pacote econômico, mas acho que está 90% concluído."
Os documentos tratam de garantias de segurança e de planos econômicos para o futuro da Ucrânia.
O líder ucraniano também anunciou que haverá dois dias de reuniões entre Estados Unidos, Ucrânia e Rússia, nos Emirados Árabes Unidos, a partir desta sexta-feira, 23. Os encontros foram agendados para o dia seguinte à visita do enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, a Moscou.
"Os russos precisam estar preparados para compromissos porque, você sabe, todos precisam estar preparados, não apenas a Ucrânia", enfatizou Zelenski. "Isso é importante para nós".
Em seu discurso, que foi aplaudido de pé, Zelenski destacou que ninguém deseja viver em guerra, mas essa é a realidade atual de seu país. Ele fez referência ao filme americano "Feitiço do Tempo", no qual o protagonista revive o mesmo dia repetidamente.
"Todo mundo se lembra do clássico filme americano Feitiço do Tempo, mas ninguém gostaria de viver assim, repetindo a mesma coisa por semanas, meses e, claro, anos. E, no entanto, é exatamente assim que vivemos hoje. É a nossa vida", afirmou.
Antes de discursar em Davos, Zelenski se reuniu com o presidente dos EUA, Donald Trump. Em publicação no X, o líder ucraniano classificou o encontro como "produtivo e substancial". "Agradeci a ele pelo pacote anterior de mísseis de defesa aérea e solicitei um adicional. Proteger vidas, nossa resiliência e nossos esforços diplomáticos conjuntos", escreveu.
(Com agências internacionais)