Japão, Indonésia e Coreia do Sul despontam como novos mercados para carne brasileira
Após restrições impostas pela China, presidente da Apex destaca oportunidades em países asiáticos e nos Estados Unidos
O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, afirmou nesta quinta-feira (22) que Japão, Indonésia e Coreia do Sul podem se tornar novos destinos para a carne bovina brasileira. A declaração foi dada durante entrevista coletiva na sede da agência, em meio ao cenário de restrições impostas pela China ao produto nacional.
"O Brasil tem um cardápio grande de mercados que a gente abriu. Isso facilita muito. Por isso citei a Indonésia, mas tivemos também as Filipinas, que abrimos recentemente. Citei Japão e estou citando a Coreia como um negociador", explicou Viana.
No final de 2023, a China anunciou a imposição de cotas específicas por país para a importação de carne bovina, com a aplicação de uma tarifa adicional de 55% sobre volumes que excederem o limite estabelecido.
A decisão, comunicada pelo Ministério do Comércio chinês (Mofcom) em 31 de dezembro, está em vigor desde 1º de janeiro e terá validade até 31 de dezembro de 2028. As medidas afetam os principais exportadores mundiais de carne bovina.
O Brasil, que é o principal fornecedor da proteína ao mercado chinês, terá uma cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas adicionais em 2024. Para efeito de comparação, em 2023 o país exportou 1,7 milhão de toneladas para a China – ou seja, a nova cota representa uma redução de cerca de 35%, equivalente a 600 mil toneladas.
Além dos mercados asiáticos, Viana também mencionou os Estados Unidos como um destino potencial para a carne brasileira.
"Com a crise lá nos Estados Unidos, do tarifaço, também crescemos muito em 2023. O ano passado não foi tanto, por conta das cotas, mas este ano podemos vir com força", concluiu o presidente da Apex.