CMN amplia transparência do FGC com relatório da exposição de associadas ao fundo
Medida visa aprimorar a gestão de riscos e facilitar o acesso a informações sobre garantias em instituições financeiras.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou novas regras para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com foco em aumentar a transparência das garantias oferecidas pela instituição. A partir de agora, será divulgado um relatório consolidado detalhando os instrumentos financeiros garantidos pelo fundo, discriminados por cada instituição associada.
De acordo com fontes próximas ao tema, a decisão foi motivada pela percepção de que a ampliação da transparência é fundamental para uma gestão de riscos mais eficiente. Em nota, o FGC destacou que as mudanças permitem "tornar o processo de pagamento de garantias mais rápido, previsível e alinhado às melhores práticas internacionais".
O debate sobre a transparência ganhou força após os recentes problemas de liquidez enfrentados pelo Banco Master, em 2025. Na ocasião, analistas e jornalistas precisaram consultar o balanço da instituição para estimar a exposição do fundo aos produtos comercializados, um procedimento considerado complexo e impreciso, já que o FGC garante aplicações de até R$ 250 mil para pessoas físicas e até R$ 1 milhão para empresas.
As alterações aprovadas pelo CMN também abrangem outros pontos relevantes. Agora, as instituições associadas ao FGC deverão autorizar que o fundo, ou terceiros por ele contratados, realizem a qualquer momento avaliações sobre o cálculo e recolhimento de contribuições, apuração dos valores dos instrumentos financeiros garantidos e prestação de informações estatísticas referentes a esses instrumentos.