EUA oficializam saída da Organização Mundial da Saúde
Decisão encerra financiamento e participação norte-americana, gerando alerta sobre impacto em programas globais de saúde
EUA formalizam saída da Organização Mundial da Saúde. Os Estados Unidos oficializaram sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS), encerrando toda participação, financiamento e a presença de seu pessoal junto à agência internacional.
Segundo o governo norte-americano, a decisão decorre de críticas à gestão da pandemia de COVID-19 e à suposta influência política de determinados países-membros dentro da OMS. A entidade, por sua vez, rechaçou as acusações e classificou a saída dos EUA como uma perda significativa não apenas para o país, mas para toda a comunidade global.
A OMS destacou o impacto negativo da decisão sobre programas essenciais de combate à pólio, HIV e mortalidade materna. Com a retirada, os Estados Unidos deixam um vazio financeiro considerável, já que eram um dos maiores contribuintes da organização.
Além disso, Washington se recusou a quitar contribuições pendentes, estimadas em cerca de US$ 260 milhões (R$ 1,3 bilhão), alegando não haver justificativa para o pagamento. Especialistas alertam que a medida pode comprometer a vigilância sanitária internacional e a resposta a futuras pandemias.
O tema será discutido na próxima reunião do conselho da OMS, marcada para o período de 2 a 7 de fevereiro. Enquanto isso, o governo norte-americano afirmou que pretende manter ações bilaterais na área da saúde, fora do âmbito das Nações Unidas.
Por Sputinik Brasil