Azul recebe novo aporte de US$ 100 milhões para acelerar saída de recuperação judicial nos EUA
Companhia aérea amplia captação para até US$ 950 milhões e reforça confiança de credores em seu plano de negócios
A Azul anunciou que credores e stakeholders concordaram em realizar um aporte adicional de US$ 100 milhões, com o objetivo de apoiar a saída antecipada da companhia do Chapter 11, mecanismo de recuperação judicial dos Estados Unidos. Na quarta-feira, 21, a empresa também informou que fará uma nova oferta pública, registrada automaticamente na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), para captar até US$ 950 milhões.
"Tal investimento incremental de US$ 100 milhões, juntamente com a garantia firme de subscrição de US$ 650 milhões no contexto da oferta pública de saída do Chapter 11 e dos US$ 200 milhões a serem investidos por investidores estratégicos, elevará o montante total de investimentos a serem captados pela companhia de US$ 850 milhões para US$ 950 milhões", afirmou a Azul. "Esse investimento adicional sinaliza o apoio dos credores e stakeholders e demonstra confiança na Azul e em seu plano de negócios."
De acordo com a empresa, o novo plano incorpora desenvolvimentos que reduzem significativamente os riscos, incluindo acordos com determinados OEMs que aprimoram o cronograma de entregas de aeronaves e acordos com bancos locais que oferecem condições comerciais mais favoráveis, entre outras mudanças.
O plano de negócios atualizado também reflete os resultados efetivos da companhia até novembro de 2025 e o acordo firmado com o Comitê de Credores Quirografários (Unsecured Creditors Committee) no âmbito do Chapter 11. A Azul informou ainda que mantém a estimativa de uma alavancagem líquida pro forma de 2,5 vezes ao final do processo.
Adicionalmente, a empresa destacou possuir um plano alternativo com stakeholders, sujeito à assinatura de contratos definitivos, para permitir a saída do Chapter 11 antes das aprovações regulatórias dos investimentos estratégicos.
"Nesse cenário, conforme os termos atualmente discutidos, o investimento estratégico seria realizado por meio de um mecanismo que preserve o racional econômico pretendido, como bônus de subscrição, cujo exercício e direitos estariam sujeitos à aprovação regulatória prévia", informou a Azul. "Esses acordos alternativos dependem da conclusão de documentação definitiva satisfatória para as partes envolvidas."
A companhia também confirmou a realização da nova oferta pública de até US$ 950 milhões. Segundo o Contrato de Compromisso de Apoio (Backstop Commitment Agreement) firmado com determinados stakeholders, a oferta será ancorada por eles e poderá contar com um ou mais investidores estratégicos, conforme previsto no plano do Chapter 11.
"Conforme estabelecido no plano, as ações emitidas na oferta pública terão um desconto de 30% em relação ao valor definido no Chapter 11, resultando em diluição aproximada de 80% da base acionária existente", detalhou a Azul.
A empresa reforçou que segue implementando as etapas previstas no plano de reestruturação com foco, disciplina e alinhamento às diretrizes estabelecidas, avançando conforme o cronograma e mantendo a consistência na execução das iniciativas. "A Azul permanece comprometida com a transparência e com o cumprimento dos marcos estabelecidos, preservando a regularidade das operações e a previsibilidade para todos os stakeholders."