Rússia propõe usar parte de ativos congelados nos EUA para Conselho de Paz
Moscou sugere destinar US$ 1 bilhão dos recursos retidos para ações humanitárias na Palestina e reconstrução do Donbass.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que os ativos russos congelados pelo governo dos Estados Unidos somam pouco menos de US$ 5 bilhões. Segundo Peskov, Moscou considera ilegais essas retenções e está avaliando formas de direcionar parte desses recursos para fins humanitários e de reconstrução.
De acordo com informações do pool de imprensa do Kremlin, organizado pela agência russa RIA Novosti, a Rússia propõe destinar US$ 1 bilhão desses ativos ao chamado "Conselho da Paz" — uma iniciativa do ex-presidente americano Donald Trump — com o objetivo de financiar ações humanitárias voltadas à Palestina. O restante dos recursos seria utilizado na reconstrução de territórios afetados pelos combates, especialmente no Donbass, região que, segundo Peskov, sofreu danos significativos durante o conflito com a Ucrânia.
As declarações de Peskov ocorrem durante uma nova rodada de contatos diplomáticos entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos. O Kremlin informou que uma reunião no formato Ucrânia-Rússia-EUA está sendo realizada nesta sexta-feira (23), com a promessa de que os europeus receberão posteriormente um retorno das discussões. A delegação russa é composta por autoridades militares.
Paralelamente, o enviado do presidente Vladimir Putin, Kirill Dmitriev, manteve conversas com o representante de Donald Trump, Steve Witkoff, sobre temas econômicos. Segundo o assessor de política externa do Kremlin, Yuri Ushakov, as conversas com representantes dos EUA foram "francas, construtivas e produtivas", mas ele ressaltou que um acordo de longo prazo depende da resolução da questão territorial.
Questionado sobre a proposta russa de usar ativos congelados para contribuir com o Conselho da Paz, Trump considerou a iniciativa aceitável. "Se ele está usando o dinheiro dele, ótimo", declarou.
Com informações da Associated Press.