Iplam realiza visita técnica ao Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares
Órgão municipal atua na identificação de locais críticos e no monitoramento de denúncias da sociedade
O Instituto de Pesquisa, Planejamento e Licenciamento Urbano e Ambiental de Maceió (Iplam), por meio da Diretoria Executiva de Fiscalização Integrada, realizou uma visita técnica ao Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares na última quarta-feira (21). Esta foi a primeira ação do Iplam como integrante da Comissão de Gerenciamento de Ruído Aeronáutico do Aeroporto Internacional de Maceió – Zumbi dos Palmares (CGRA).
A CGRA é um fórum colaborativo multissetorial, que reúne entidades de Maceió e Rio Largo, com a missão de estudar e implementar medidas para reduzir o impacto do ruído no entorno do aeródromo. Como membro, o Iplam atua na identificação de áreas críticas, além de monitorar e apurar reclamações da sociedade, encaminhando as demandas para avaliação e proposição de ações mitigadoras pela comissão.
O objetivo da integração é aprofundar os estudos para identificar áreas vulneráveis e mitigar os riscos e efeitos do ruído aéreo sobre a população de Maceió. O Núcleo de Poluição Sonora do Iplam atua no combate à poluição sonora na capital, com base no Código Municipal de Meio Ambiente (Lei 4.548/96), na Resolução CONAMA nº 01/1990, na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) e na ABNT NBR 10.151/2019, versão corrigida de 2020.
Durante a visita técnica, a equipe de Fiscalização Ambiental do Iplam, acompanhada pela equipe de Meio Ambiente da Aena Brasil, responsável pelo Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, conheceu o processo operacional de pousos e decolagens, além dos planos de segurança.
Importância da fiscalização de ruídos
Para o agente de fiscalização ambiental Alessandro Feitosa, a presença do Instituto na comissão é fundamental para detectar incômodos que muitas vezes não são reportados oficialmente. “Alguns estudos revelam que os efeitos do ruído aeronáutico causam verdadeiros impactos socioambientais. Esse assunto necessita de uma melhor atenção das companhias, do poder público e das operadoras de aeródromos, pois possui influências diretas em distúrbios do sono, problemas cardiovasculares, hipertensão, efeitos na cognição infantil, motivação, resolução de problemas, entre outros”, destaca o fiscal.
Estimativas de outubro de 2025 apontam que, entre Maceió e Rio Largo, cerca de 868 pessoas em 289 residências estão expostas a curvas de ruído entre 65 e 70 decibéis. Apesar disso, o Relatório Anual de Ruídos Aeronáuticos de 2024 indicou que não houve registros de reclamações da comunidade no território de Maceió desde o início da administração da Aena Brasil.
O histórico das CGRAs, relatórios de monitoramento e o registro de denúncias ou sugestões podem ser acessados diretamente pelo Portal Ambiental da Aena Brasil. Para isso, basta acessar a área corporativa e clicar em “Meio Ambiente e Sustentabilidade”: https://www.aenabrasil.com.br/pt/corporativo/meioambiente_sustentabilidade.html