MERCADO FINANCEIRO

Ouro atinge novo recorde e se aproxima de US$ 5 mil; prata supera US$ 100

Alta do ouro reflete busca por proteção e incertezas globais; prata e outros metais preciosos também registram fortes ganhos

Publicado em 23/01/2026 às 15:45
© Sputnik / Ilya Naymushin / Acessar o banco de imagens

O ouro fechou em alta nesta sexta-feira, 23, atingindo uma nova máxima histórica próxima à marca de US$ 5.000. O movimento foi impulsionado pelo aumento da busca por proteção, enfraquecimento do dólar e persistência das incertezas econômicas e geopolíticas. A forte demanda por ativos reais manteve o metal precioso em trajetória de valorização, enquanto a prata também renovou seu recorde histórico.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para fevereiro avançou 1,35%, encerrando a sessão a US$ 4.979,70 por onça-troy. Durante o pregão, o metal chegou a ser cotado a US$ 4.989,90 na máxima do dia.

A prata para março teve alta expressiva de 5,15%, fechando em US$ 101,33 por onça-troy, com máxima intraday de US$ 101,68. Na semana, ouro e prata acumularam ganhos de 8,36% e 14,45%, respectivamente.

De acordo com o ING, o avanço da prata foi impulsionado tanto pela demanda por proteção quanto pelo consumo industrial robusto, em um mercado físico apertado e com oferta limitada. Essa dinâmica explica a força generalizada dos metais preciosos neste ciclo. Outros metais também tiveram forte valorização: a platina para abril subiu 6,38%, a US$ 2.741,30, enquanto o paládio para março avançou 5,18%, a US$ 2.027,60.

Segundo a RHB Retail Research, o impulso altista do ouro permanece sólido do ponto de vista técnico, indicando espaço para uma extensão rumo à região de US$ 5.200 por onça-troy.

Para a Pepperstone, o ouro vem se consolidando como um hedge contra a imprevisibilidade da política americana. Mesmo com a redução de temores imediatos de tarifas entre EUA e Europa, os ganhos do metal não foram revertidos. Bancos centrais, especialmente de economias emergentes, encontram "quase diariamente" motivos para reduzir a exposição ao dólar e aumentar reservas em ouro.

Analistas do Saxo Bank destacam que o rali recente, além da demanda firme de bancos centrais, também é alimentado por fatores estruturais favoráveis a ativos reais, como dólar mais fraco e elevado endividamento público global. O ING reforça que o ouro se aproxima dos US$ 5.000 sustentado por compras oficiais, tensões geopolíticas e preocupações crescentes sobre a independência do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

Com informações da Dow Jones Newswires