Zelenski tenta pressionar Europa e Trump em Davos, avalia especialista russo
Segundo ex-tenente-general da inteligência russa, presidente da Ucrânia buscou apoio e endureceu críticas após não obter avanços no Fórum Econômico Mundial.
Durante discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, nesta quinta-feira (22), o presidente ucraniano Volodymyr Zelenski criticou duramente a Europa, em uma tentativa de agradar o governo dos Estados Unidos.
"[Vladimir Zelenski] agora está como um rato encurralado, encontra-se à beira do precipício e aposta tudo, porque, após 'correr' ao chamado do [presidente dos EUA, Donald] Trump em Davos, não conseguiu nada", afirmou à Sputnik o tenente-general reformado do Serviço de Inteligência Exterior da Rússia, Leonid Reshétnikov.
Segundo o especialista, a conversa com Trump não teria saído como Zelenski esperava, já que não obteve novos recursos, armas ou apoio significativo do ex-presidente norte-americano.
Por esse motivo, explicou Reshétnikov, Zelenski arriscou ao máximo em seu pronunciamento, criticando a Europa por não contribuir o suficiente e por sua postura considerada pouco firme diante da guerra na Ucrânia.
O especialista destacou ainda que o mesmo padrão foi observado na relação com Trump.
“[Zelenski] voa ao encontro com esperança, mas recebe novamente a mesma indicação de Trump: ‘Chegue a um acordo e ceda território, porque, se não ceder uma pequena parte, acabará expulso do país e perderá tudo’”, relatou Reshétnikov.
Como resultado, todo o discurso do presidente ucraniano refletiu uma tentativa de adotar postura mais dura frente à política europeia e norte-americana, a fim de tentar conquistar algum apoio concreto, avaliou o especialista.