POLÍTICA AGRÁRIA

MDA anuncia convênio de R$ 1 bi com Caixa para construção de 10 mil moradias em assentamentos

Ministro Paulo Teixeira detalha novas áreas destinadas à reforma agrária e pacote de crédito para famílias assentadas

Publicado em 23/01/2026 às 18:39
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, anunciou nesta sexta-feira (23) a destinação de terras para assentamentos em diversos Estados, incluindo Rio Grande do Sul, Pernambuco, Pará, Bahia, Maranhão e Sergipe. Segundo ele, novas entregas estão previstas para abril.

Entre as áreas adquiridas estão as fazendas Lajeado, Campo de Boi, Cedro e Pombo Roxo. De acordo com o ministro, um dos destaques será a aquisição de terras no Paraná.

"Quero anunciar o acordo da maior área de reforma agrária do Brasil, com a compra das Glebas Pinhal, Ralo e Rio das Cobras, da Araupel, no Paraná, beneficiando 1.900 trabalhadores rurais. Será uma área de reforma agrária para sete mil famílias", afirmou Teixeira durante o 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador (BA).

Moradia e crédito

O ministro também destacou o convênio de R$ 1 bilhão firmado com a Caixa Econômica Federal para financiar a construção de moradias nos assentamentos.

"Serão dez mil moradias, com crédito e instalação no valor de R$ 717 milhões, beneficiando mais 60 mil famílias. Só neste ano, serão R$ 1,7 bilhão em crédito para a reforma agrária no Brasil", acrescentou Teixeira.

Na última terça-feira (20), em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC, Teixeira afirmou que o governo fará em 2024 a maior entrega de áreas destinadas à reforma agrária da gestão Lula. Segundo ele, o orçamento já está garantido e um amplo pacote de desapropriações está previsto, com meta de assentar 26 mil famílias até março.

O ritmo da reforma agrária tem sido alvo de críticas de movimentos sociais, que apontam o elevado número de famílias ainda acampadas. Por outro lado, representantes do agronegócio questionam as desapropriações e os critérios para a criação de novos assentamentos.