Petro, da Colômbia, diz estar otimista para reunião com Trump e próximas negociações
Após meses de tensão, presidente colombiano demonstra confiança em encontro com Trump para tratar de temas sensíveis entre os países.
O presidente colombiano Gustavo Petro demonstrou otimismo nesta sexta-feira, 23, em relação ao encontro previsto para as próximas semanas com o ex-presidente norte-americano Donald Trump na Casa Branca. A reunião ocorre após meses de tensões políticas, que envolveram sanções e até ameaças de ação militar.
“As conversas estão indo bem”, afirmou Petro em uma breve mensagem publicada na rede social X, referindo-se ao anúncio do Ministério das Relações Exteriores sobre os preparativos para o encontro, agendado para 3 de fevereiro.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores informou que a ministra Rosa Villavicencio e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, mantiveram uma conversa telefônica cordial.
“Foi confirmado que ao senhor presidente Petro serão fornecidas todas as garantias próprias de uma visita de um chefe de Estado”, destacou o Ministério. O posicionamento ocorre após os Estados Unidos terem anunciado, em setembro, a revogação do visto de Petro, em resposta à incitação de soldados americanos a desobedecerem a Trump durante um comício contra ações militares na Faixa de Gaza.
Segundo o governo colombiano, Villavicencio e Rubio discutiram os temas que serão tratados no encontro presidencial, incluindo o combate ao crime organizado transnacional, “questões de segurança regional” (não detalhadas) e oportunidades de cooperação econômica.
O Departamento de Estado dos EUA também confirmou a ligação entre os dois representantes, que serviu para “dialogar sobre prioridades comuns”, como o comércio, segundo o vice-porta-voz principal Tommy Pigott.
A tensão entre os presidentes começou a diminuir no início de janeiro, quando Trump atendeu uma ligação de Petro. Na ocasião, o presidente colombiano explicou “a situação das drogas e outros desacordos que tivemos”, conforme relato do próprio Trump.
Os desentendimentos entre os líderes envolveram principalmente a política migratória e as ações de Israel na Faixa de Gaza, mas tiveram foco especial na luta contra o narcotráfico.
Trump chegou a acusar Petro, sem apresentar provas, de ser um “chefe do tráfico”, levando o Departamento do Tesouro a sancionar o presidente colombiano e sua esposa por supostos vínculos com o narcotráfico. Petro negou as acusações, classificando-as como injustas, e afirmou que tem se dedicado ao combate aos traficantes em seu país.
Fonte: Associated Press.
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