INVESTIGAÇÃO

Homicídio de coordenador do CRB mobiliza DHPP e mantém linhas investigativas abertas

Crime ocorreu na manhã desta sexta-feira, no bairro da Santa Lúcia; Polícia Civil descarta latrocínio e apura possível participação de mais envolvidos

Publicado em 24/01/2026 às 14:59
Reprodução

Johanisson Carlos Lima Costa, de 33 anos, coordenador das categorias de base do Clube de Regatas Brasil (CRB), foi assassinado com um tiro na cabeça na manhã desta sexta-feira (23), no bairro da Santa Lúcia, em Maceió. A vítima aguardava um transporte para seguir até o Centro de Treinamento Ninho do Galo, na Barra de São Miguel, onde trabalhava, quando foi surpreendida pelo atirador.

O crime ocorreu por volta das primeiras horas da manhã e gerou forte comoção no meio esportivo alagoano. De acordo com informações repassadas pela Polícia Militar no local, Johanisson não possuía histórico de inimizades. O sargento Rocha, que atendeu à ocorrência, relatou que familiares informaram que a rotina da vítima era sempre a mesma: sair de casa cedo e seguir de van para o trabalho. “Ele era um bom filho, tinha uma vida regrada e mantinha uma rotina fixa”, afirmou.

Imagens de câmeras de segurança registraram toda a ação criminosa. Os vídeos mostram Johanisson caminhando pela calçada quando um homem se aproxima em uma bicicleta e efetua um disparo à queima-roupa, atingindo a cabeça da vítima. Após o crime, o suspeito retorna pelo mesmo caminho e foge do local.

Outras imagens analisadas pela Polícia Civil mostram uma mulher falando ao telefone nas proximidades momentos antes do assassinato. A investigação apura se ela teve algum tipo de participação ou envolvimento no crime. Em um terceiro vídeo, o atirador abandona a bicicleta e foge na garupa de uma motocicleta, conduzida por outro suspeito que já o aguardava.

Inicialmente tratado como possível latrocínio, o caso teve essa hipótese descartada após a confirmação de que nenhum pertence da vítima foi levado. A Polícia Civil passou a investigar o crime como homicídio com características de execução.

A coordenadora da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Tacyane Ribeiro, informou que todas as linhas de investigação seguem abertas. Segundo ela, a divulgação das imagens tem como objetivo identificar os envolvidos. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque-Denúncia, no telefone 181.