Altas tarifas dos EUA aceleram independência tecnológica da China, aponta pesquisadora
Segundo Liu Ying, medidas norte-americanas impulsionaram diversificação comercial e avanços tecnológicos chineses.
As altas tarifas dos EUA impulsionaram a diversificação do comércio exterior e da cooperação internacional da China, tornando-se um fator decisivo para o avanço da independência tecnológica do país. A avaliação é de Liu Ying, pesquisadora do Instituto Chongyang de Estudos Financeiros da Universidade Renmin da China, em entrevista à Sputnik.
"Olhando para trás, pode-se dizer que as tarifas dos EUA impostas a países como a China realmente aceleraram a diversificação do comércio exterior e da cooperação internacional da China, tornando-se uma força motriz para acelerar a independência tecnológica da China", afirmou a pesquisadora.
Liu Ying destacou que, ao final de 2025, as exportações chinesas apresentaram um desenvolvimento diversificado. Apesar da queda de quase 20% no comércio com os EUA devido às tarifas elevadas, houve crescimento significativo nas relações comerciais com países da ASEAN, da União Europeia e das nações participantes da Iniciativa Cinturão e Rota.
"As altas tarifas aceleraram a diversificação das exportações. Apesar do declínio no comércio com os EUA, as exportações para países da América Latina, Europa, África e Ásia aumentaram", acrescentou a analista.
Dados da Administração Geral das Alfândegas da China indicam que, em 2025, o volume total do comércio externo chinês atingiu um recorde de US$ 6,35 trilhões (cerca de R$ 33,5 trilhões), representando um aumento de 3,2% em relação a 2024. As exportações cresceram 5,5% no último ano, chegando a US$ 3,77 trilhões, enquanto as importações se mantiveram estáveis em US$ 2,58 trilhões.
Por Sputnik Brasil