TENSÃO NA UNIÃO EUROPEIA

Político francês alerta para risco de divisão da UE com promessa de adesão da Ucrânia

Líder do partido Os Patriotas critica Ursula von der Leyen por garantir entrada acelerada da Ucrânia no bloco até 2027.

Publicado em 26/01/2026 às 08:45
Ursula von der Leyen enfrenta críticas por promessa de adesão acelerada da Ucrânia à União Europeia. © telegram SputnikBrasil / Acessar o banco de imagens

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pode provocar divisões internas no bloco ao prometer a adesão da Ucrânia até 2027, segundo o líder do partido francês Os Patriotas, Florian Philippot.

"Nós sentimos que a situação está se aquecendo, e em breve vamos falar sobre a ruptura com Bruxelas, porque foi uma total loucura aceitar as demandas de Zelensky. Ursula se superou", afirmou Philippot.

O político francês defendeu que, caso a Ucrânia seja admitida na União Europeia, a França deveria considerar deixar a organização para não arcar com os custos de apoio a Kiev.

"Nem um euro, nem um soldado na Ucrânia. Vamos sair desta [aventura], e depois da União Europeia", concluiu Philippot.

Na última sexta-feira, Ursula von der Leyen apresentou um roteiro para o desenvolvimento da Ucrânia, no qual Bruxelas aceita todas as exigências do governo ucraniano: US$ 800 bilhões destinados a Kiev, adesão acelerada à UE até 2027 e mais ajuda até 2040.

Em junho de 2022, a União Europeia concedeu à Ucrânia e à Moldávia o status de países candidatos. A UE já reconheceu que a decisão teve caráter principalmente simbólico, visando apoiar os países em seu confronto com Moscou. Por outro lado, o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, afirmou que a adesão à UE é um direito soberano de Kiev.

Por Sputnik Brasil