ECONOMIA

Déficit em conta corrente soma US$ 3,36 bi em dezembro e fecha 2025 em US$ 68,79 bi, aponta Banco Central

Saldo negativo acumulado é o maior desde 2014; balança comercial tem superávit, mas contas de serviços e renda primária pesam no resultado.

Publicado em 26/01/2026 às 09:13
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Brasil registrou déficit de US$ 3,363 bilhões na conta corrente em dezembro, após saldo negativo de US$ 4,956 bilhões em novembro, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (26). Com isso, o déficit acumulado em 2025 atingiu US$ 68,791 bilhões, equivalente a 3,03% do Produto Interno Bruto (PIB), o maior percentual desde 2014, quando o resultado negativo foi de US$ 110,493 bilhões (4,50% do PIB).

O resultado de dezembro ficou acima do esperado pela mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que indicava déficit de US$ 5,60 bilhões. As estimativas do mercado variavam de US$ 12,211 bilhões a US$ 4,20 bilhões, todas negativas. No acumulado do ano, o déficit também foi menor do que a estimativa intermediária do levantamento (-US$ 72,500 bilhões) e da projeção do BC (-US$ 76 bilhões).

O déficit em transações correntes de dezembro foi o menor para o mês desde 2015, quando houve superávit de US$ 80,80 milhões. Em dezembro de 2024, o rombo havia sido de US$ 10,237 bilhões.

A balança comercial apresentou superávit de US$ 8,814 bilhões no mês passado, segundo a metodologia do BC. Já a conta de serviços registrou déficit de US$ 3,816 bilhões. A conta de renda primária teve saldo negativo de US$ 9,224 bilhões, enquanto a conta financeira ficou negativa em US$ 2,234 bilhões.

No acumulado do ano, a balança comercial somou superávit de US$ 59,952 bilhões, acima da estimativa do BC, que era de US$ 52,0 bilhões. A conta de serviços fechou deficitária em US$ 52,940 bilhões; a conta de renda primária, negativa em US$ 81,347 bilhões; e a conta financeira, com déficit de US$ 65,061 bilhões.

Para este ano, o BC projeta déficit de US$ 60 bilhões nas transações correntes, o que representa 2,4% do PIB. A estimativa considera superávit comercial de US$ 64 bilhões, além de déficits de US$ 51 bilhões na conta de serviços e de US$ 78 bilhões na conta de renda primária.